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Assalto com mortos e presos na Anchieta foi feito por quadrilha especializada e contou com estratégia de policiais na mata

today24 de janeiro de 2024 6

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A quadrilha que realizou um assalto na Rodovia Anchieta, na altura de Cubatão (SP), é do interior de São Paulo e especializada em roubos. Eles sequestraram o caminhoneiro para roubar uma carga de cigarros avaliada em R$ 7,2 milhões. Para capturar a quadrilha, as Polícias Civil e Militar montaram uma estratégia na área de mata, utilizando o frio e a geografia da Serra do Mar à favor da operação. Ao todo, 17 criminosos foram presos, três morreram e cinco são procurados.

O assalto aconteceu por volta das 20h de terça-feira (23) e teve a participação de mais de 20 criminosos. O caminhoneiro, que levava a carga de cigarros para Praia Grande, foi abordado no km 46 da pista sul da Anchieta e obrigado a passar quase duas horas com os criminosos na estrada. Com a chegada de policiais no local do roubo, houve troca de tiros em uma área de mata.

Três suspeitos morreram no confronto. Oito homens foram presos no local. Depois, as Polícias Civil e Militar continuaram as buscas ao longo da tarde e noite e conseguiram prender mais nove criminosos envolvidos no assalto, totalizando 17 capturados, sendo 15 homens e 2 adolescentes. O motorista foi libertado em Pedro de Toledo.



Comandante do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária Tenente Coronel Fábio Paganotto — Foto: Gyovanna Soares/g1 Santos

Ao g1, nesta quarta-feira (24), o Comandante do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária, o tenente coronel Fábio Paganotto, disse que a quadrilha é de Carapicuíba e Itapecerica da Serra. Segundo ele, dentro do grupo, cada membro tinha uma missão.

“Esses cinco indivíduos, assim que abordaram a carreta, já tiraram o motorista e levaram para Pedro de Toledo. Enquanto o restante da quadrilha, fazia o transbordo”, conta. Os cinco homens, que sequestraram o caminhoneiro, ainda estão sendo procurados.

Frio, chuva e mata – uma estratégia

Para conseguir capturar os criminosos, a Polícia Rodoviária e a Coordenação de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil (COE) montaram uma estratégia na estrada de serviço, segundo o comandante.

“Nós sabíamos que tinham mais 12 dentro da mata. É uma mata bem fechada, quando você anda lá dentro tem alguns momentos que são precipícios. Nós ficamos na mata até chegar o apoio do COE. Eles tem mais técnica para andar em mata fechada. Nós saímos e fizemos um cerco na estrada de serviço. O COE foi andar na mata e se deparou com três armados”

Com neblina, chuva forte e frio, os policiais usaram a condição do tempo e a geografia da Serra do Mar a favor da operação.

“Sabemos que ninguém suporta ficar dentro dessa mata por muito tempo. Como eles tiveram que descarregar uma carreta gigantesca, eles tiraram a camisa. Sem camisa, dentro daquela mata, com chuva e neblina, eles iam sair. Nós mantivemos a tropa rodoviária cercando a mata até a noite. Eles começaram a sair. Nós fomos prendendo todo o resto” conta.

Segundo o tenente, além disso, a empresa vítima do roubo é especializada em carga de cigarro e derivados de fumo. Ela tem um setor de inteligência que também auxiliou os PMs rodoviários.

Munições no local onde houve troca de tiros entre criminosos que roubaram carga e a polícia, em Cubatão (SP) — Foto: Gyovanna Soares/g1 Santos

De acordo com o comandante, a forma de agir da quadrilha despertou a atenção dos policiais, pela organização, quantidade de criminosos e também porque portavam muitas armas.

“Nós tivemos um roubo ultraviolento, ou seja, grande quantidade de marginais fortemente armados. Não é uma coisa normal, chamou atenção porque este tipo de roubou gera um alerta na nossa cabeça porque normalmente esse tipo de ocorrência acaba em fatalidade principalmente policial”.

Roubo de carga em 2020 teve a mesma dinâmica do mega-assalto desta terça-feira (23) — Foto: Polícia Militar Rodoviária/Divulgação

Em 2020, a Polícia Rodoviária se deparou com um roubo de uma carga de um caminhão, na mesma estrada de serviço da Anchieta, onde ocorreu o assalto neste ano. Na época, segundo o tenente, os criminosos agiram da mesma forma. Mas, as equipes chegaram ao local muito depois e ninguém foi preso.

“Desta vez, quando recebemos a informação de um desvio de rota, nós já sabíamos como a quadrilha operava e nosso policiamento não fez comunicação via rádio porque eles estavam com rádio transmissor copiando eles e chegamos a pé, acabou tendo êxito”.

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Por: G1

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