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Ausência de líderes do Conselho de Segurança na ONU sinaliza o desinteresse pela reforma defendida por Lula

today18 de setembro de 2023 5

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A terceira terça-feira de setembro marca o início da Assembleia Geral das Nações Unidas, uma espécie de desfile performático de líderes mundiais pelo púlpito da sede da organização, em Nova York, para vender ideias e metas de governança.

Estarão ausentes quatro dos cinco chefes de governo que integram o grupo de membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU com direito de veto. Apenas o presidente americano, Joe Biden, comparecerá. Vladimir Putin e Xi Jinping mandarão representantes, assim como Emmanuel Macron e Rishi Sunak.



Presidente Lula está em Nova York, onde vai discursar, na terça-feira (19), na ONU

Presidente Lula está em Nova York, onde vai discursar, na terça-feira (19), na ONU

O presidente francês alegou problemas de agenda e optou por receber em Paris o rei Charles III. O premiê britânico, que faria sua estreia na ONU, preferiu ficar em casa e cuidar de problemas internos do Partido Conservador.

Vladimir Putin não viaja por motivos óbvios, um deles o mandado de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional. Xi Jinping mandará, como já disse certa vez o presidente Lula, o sub do sub: um de seus vice-presidentes, em vez do ministro das Relações Exteriores.

O envio de representantes por estes países sinaliza também o desinteresse sobre um dos temas mais caros ao presidente Lula: a reforma do Conselho de Segurança. O Brasil integra o chamado G4, com Alemanha, Japão e Índia, que postulam a adesão permanente ao conselho.

A expansão do número de membros permanentes e não permanentes foi acolhida pelo presidente Biden, na última assembleia da ONU, e forçou outros países a entrarem no debate. Mas daí a mudar a configuração do poder decisório é outra questão, que esbarra em discussões infrutíferas há mais de três décadas.

Logo da ONU do lado de fora da sede em Nova York — Foto: Carlo Allegri/Reuters

O impasse é acentuado pela rivalidade geopolítica entre democracias ocidentais e nações autoritárias, como Rússia e China, e as discrepâncias sobre a expansão e a sua representatividade.

A guerra de Putin na Ucrânia, que se desenrola há 19 meses, deixou ainda mais evidente a paralisia do órgão decisório da ONU, já que a maior protagonista, a Rússia, tem poder de veto.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

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