G1 Santos

Baixada em Pauta #145: Projeto TamTam salta o muro da ‘Casa dos Horrores’ e mantém missão de cuidar e potencializar pessoas

today26 de agosto de 2023 8

Fundo
share close

No lugar dos choques punitivos, de remédios sem controle e outros absurdos, o arte-educador parou para ouvir aqueles que estavam internados, ao mesmo tempo que promoveu um ações para melhorar a saúde mental deles, com educação, acesso à arte, cultura, diversidade e inclusão social. O trabalho foi um sucesso como projeto de Saúde Mental e na luta antimanicomial [os hospícios].

Rádio Tam Tam ganhou destaque internacional. Renato Di Renzo conta como foi dar voz aos ‘loucutores’ da Casa de Saúde Anchieta, o hospital psiquiátrico que ficou conhecido como ‘Casa dos Horrores’. — Foto: Arquivo/Tam Tam



Entre as ações desenvolvidas por Renato, a rádio tem papel de destaque. Ela literalmente fez a população parar para ouvir os ‘loucutores’ como chamava os internos que participavam do programa, que começou das janelas do Anchieta e ganhou as rádios. Foram 10 anos no ar, em um modelo que passou a ser replicado e comentado em todo o mundo.

“Na época, o Pelé me parou para me perguntar: ‘Me fala um pouco sobre isso, porque no mundo todo falam sobre a rádio e eu não sei o que é. Era um sucesso, nós fomos reportagem em revistas italianas, New York Times, BBC de Londres. […] foi de Santos para o mundo”, lembrou Renato.

No encerramento dos programas, àquela época, Renato terminava com uma frase do teatro, que tinha muito significado para aquele momento, e continua a ter nos dias de hoje: “É preciso dar ouvido aos loucos e profetas se quisermos recuperar nossas cabeças”.

Portanto, às margens das lembranças sobre o começo do Projeto TamTam, com um público com doenças psiquiátricas, os dois destacaram a importância de se cuidar do adoecimento psíquico da sociedade.

“As pessoas não sabem mais o que é cuidar, não sabem mais o que é dividir, não sabe mais o que é compartir. As pessoas estão solitárias e não dá para dizer que não. Estão viciadas nos celulares e não se relacionam mais. Estão doente mesmo”, disse Claudia, que ressaltou a necessidades de mudanças.

Renato Di Renzo e Claudia Alonso, do projeto Tam Tam, participaram do Baixada em Pauta — Foto: g1 Santos

Você confere essa história e muitas outras no bate-papo no podcast ou videocast do Baixada em Pauta. O acesso pode ser feito nesta matéria, na home do g1 Santos, nos aplicativos de áudios favoritos ou pelo Facebook. Basta curtir as páginas e nos seguir!

Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça.

Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia…

Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça – e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Santos.

Por: G1

Esta notícia é de propriedade do autor (citado na fonte), publicada em caráter informativo. O artigo 46, inciso I, visando a propagação da informação, faculta a reprodução na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos.

Avalie

Post anterior

‘coruja’-e-uma-receita-antiga-feita-com-mandioca-e-que-mantem-viva-a-cultura-quilombola-no-vale-do-ribeira;-conheca-e-aprenda

G1 Santos

‘Coruja’ é uma receita antiga feita com mandioca e que mantém viva a cultura quilombola no Vale do Ribeira; conheça e aprenda

O Vale do Ribeira mantém uma das áreas mais preservadas da Mata Atlântica no Paraná e em São Paulo. É também um importante reduto de descendentes de escravos. O Quilombo do Peropava, que fica a 27 km de Registro, foi reconhecido como remanescente de quilombo pelo Instituto de Terras do Estado de São Paulo (ITESP) em 2011. A região é ocupada desde 1850 por filhos de escravos libertos. Atualmente, cerca […]

today26 de agosto de 2023 6

Publicar comentários (0)

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.


0%