G1 Mundo

Biden tenta energizar base com discurso vigoroso e político sobre o Estado da União

today8 de março de 2024 5

Fundo
share close

No púlpito do Capitólio, o presidente americano comportou-se como um candidato, atacou o adversário Donald Trump sem pronunciar seu nome, mas referindo-se a ele 13 vezes como “meu antecessor”.

Num campo hostil, entre membros da maioria republicana da Câmara, ele demarcou as diferenças em relação ao ex-presidente, tratando a corrida presidencial de novembro como existencial e definidora para a democracia e o futuro dos EUA.

“A questão que a nossa nação enfrenta não é a idade que temos, mas a idade das nossas ideias”, atestou.



O presidente tentou passar uma visão otimista de sua gestão e concentrou-se nos direitos reprodutivos e nas ameaças que o país enfrentará, caso o ex-presidente regresse ao poder. ““Meu Deus, que outras liberdades você tiraria?”

Biden desferiu sucessivos golpes no antecessor — na atuação durante a pandemia, no combate à China, em relação à violência armada e, sobretudo, pela incitação de partidários na invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021.

Em alguns momentos, fez questão de incluir os republicanos em suas provocações. “Alguns de vocês aqui procuram enterrar a verdade sobre o que aconteceu naquele dia”.

Biden falou alto e passou energia no discurso que está sendo tratado como o mais importante de sua presidência. Ao contrário do tom habitual dos pronunciamentos sobre o Estado da União, o desta quinta-feira teve caráter eleitoreiro.

Biden durante seu discurso de Estado da União, nesta quinta-feira (7). — Foto: Kevin Lamarque/Reuters

Mais de uma vez, a claque de democratas respondeu às palavras do presidente com gritos de “mais quatro anos”.

“O Biden que apareceu ao lado do ringue na noite de quinta-feira era um tipo de animal completamente diferente. Apaixonado, agressivo, focado – ele veio ansioso para calçar as luvas. Houve momentos em que ele exagerou, prometendo mais do que poderia cumprir, mas os democratas sentiram a energia correndo novamente em suas veias”, resumiu o professor David Gergen, da Harvard Kennedy Scholl, que atuou como conselheiro político de presidentes dos dois partidos à rede CNN.

Foi um discurso coerente com o momento político — o de um presidente impopular, mostrando-se pronto para enfrentar uma revanche com o antecessor, mas pouco disposto, desta vez, a propor reconciliação ou unidade nacional.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

Esta notícia é de propriedade do autor (citado na fonte), publicada em caráter informativo. O artigo 46, inciso I, visando a propagação da informação, faculta a reprodução na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos.

Avalie

Post anterior

franca-inclui-oficialmente-direito-ao-aborto-em-sua-constituicao-e-anuncia-que-tentara-expansao-do-direito-para-a-ue

G1 Mundo

França inclui oficialmente direito ao aborto em sua Constituição e anuncia que tentará expansão do direito para a UE

Com a inclusão, o direito ao aborto passou a ser irreversível no país, segundo o presidente francês, Emmanuel Macron. A inserção foi feita manualmente com uma impressora do século XIX para selar a alteração na Constituição. Foi a primeira vez que a máquina, de 300 kg, saiu da sala onde fica. A lei foi inserida dentro do Artigo 34 da Constituição francesa. O artigo passou a ter a seguinte inscrição: […]

today8 de março de 2024 7

Publicar comentários (0)

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.


0%