G1 Mundo

Brasil defende participação da Rússia em diálogo sobre guerra na Ucrânia com conselheiros do G7

today24 de junho de 2023 8

Fundo
share close

O governo brasileiro avaliou como positiva a reunião de conselheiros dos países do G7, que agrupa as sete economias mais industrializadas do mundo, convocada para tratar da guerra na Ucrânia. Segundo o Palácio do Planalto, foi o primeiro grande encontro multilateral para discutir a paz.

O Brasil foi representado neste sábado (24) pelo assessor especial da Presidência e ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

Além do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) e do Brasil, a reunião contou ainda com representantes da Índia, África do Sul, Turquia e Arábia Saudita.



A discussão sobre uma alternativa para alcançar o fim da guerra é um dos temas frequentemente defendidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em compromissos internacionais.

A ausência da Rússia no encontro foi um dos pontos criticados pelo Brasil. Na avaliação do Planalto, o encerramento do conflito, deflagrado pela Rússia contra a Ucrânia, depende da participação russa.

“A paz só vai acontecer quando os dois combatentes chegarem à conclusão de que é preciso ter paz Então, eu vou esperar esse momento. Eu, no G7, conversei com a Indonésia, conversei com a China, conversei com a Índia, conversei com o Vietnã, nós temos conversado com vários outros países”, disse.

“O Celso Amorim já foi a Kiev, o Celso Amorim já foi a Moscou. Ele agora está em Copenhague. Ou seja, o presidente da África do Sul já foi à Rússia, já foi à Ucrânia. Ou seja, tem muita gente brigando pela paz. Tem muita gente tentando encontrar um caminho para que a gente chegue à paz. Eu espero que logo, logo, também os Estados Unidos estejam querendo encontrar a paz, aí vai ficar mais fácil a gente fazer a paz”, acrescentou.

O encontro ocorreu na esteira de uma rebelião de membros do grupo mercenário Wagner contra os militares da Rússia.

De acordo com o Planalto, na reunião, porém, os países somente mencionaram o motim e não aprofundaram a discussão.

Antes aliado do presidente Vladimir Putin nas invasões à Ucrânia, o grupo deu início, na sexta-feira (23), a embates contra o exército russo a fim de destituir o comando militar do país.

Inicialmente, Putin classificou os atos como “facada nas costas”, e disse que o grupo seria punido.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

Esta notícia é de propriedade do autor (citado na fonte), publicada em caráter informativo. O artigo 46, inciso I, visando a propagação da informação, faculta a reprodução na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos.

Avalie

Post anterior

da-rebeliao-ao-‘acordao’:-entenda-o-motim-de-mercenarios-na-russia

G1 Mundo

Da rebelião ao ‘acordão’: entenda o motim de mercenários na Rússia

Tropas do Grupo Wagner entraram em território russo e chegaram a tomar instalações militares de cidade no sul do país — Foto: Stringer/Reuters A crise rapidamente evoluiu para um motim da milícia, que saiu da Ucrânia, entrou em território russo, tomou as instalações militares em Rostov, no sul do país, e avançou em direção a Moscou. Na tarde de sábado (no Brasil, noite na Rússia), um acordo mediado pelo governo […]

today24 de junho de 2023 10

Publicar comentários (0)

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.


0%