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Com balsa paralisada após queda de flutuante, moradora tem medo de usar transporte alternativo: ‘quase morri na lanchinha’

today16 de junho de 2022 14

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Moradores que precisam realizar a travessia de balsas entre Guarujá e Bertioga, no litoral de São Paulo, estão sem poder utilizar o serviço desde a queda de um flutuante, no último domingo (12). A opção é usar o transporte alternativo de barcas. O serviço porém, não é tão seguro, segundo uma moradora de Guarujá. Ela, o marido e os filhos têm medo de usar as embarcações e o píer que, de acordo com ela, estão em mau estado de conservação e oferecem riscos.

A dona de casa Gisele Corrêa de Oliveira mora com o marido e os três filhos na Prainha Branca, em Guarujá. Ela conta que eles precisam fazer a travessia todos os dias. O marido e o filho mais velho trabalham em Bertioga, e os menores estudam na cidade, onde realizam todas as outras atividades, como aulas de futebol, natação e inglês.

Desde a queda do flutuante, no último domingo (12), os serviços na travessia de balsas entre Guarujá e Bertioga foram paralisados. Com isso, o dia a dia da família sofreu alterações. “Atrapalhou muito a nossa rotina. Meu filho mais novo não foi para a escola na segunda-feira”, disse.

Uma alternativa para atravessar é utilizar as barcas, mas Gisele conta que o preço da passagem torna a viagem inviável. “O valor que os barqueiros estão cobrando fica muito caro. São R$ 5 para ir e R$ 5 para voltar. São cinco pessoas em casa que fazem esse trajeto todos os dias e o valor prejudica bastante”.

Para os filhos não perderem as aulas, ela os deixou na casa de uma irmã, que mora em Bertioga. A dona de casa falou que, além do valor, tem medo de utilizar os barcos por conta da má conservação do píer. Ela revelou já ter sofrido um acidente durante a travessia.



“Meu sentimento é de medo, quase morri na lanchinha, quando uma virou e eu fiquei embaixo da embarcação. O local que a gente embarca é um flutuante todo torto. Tem o risco de cair na água, porque o píer tem uns buracos abertos. A gente sente medo, impotência e revolta”, desabafou.

Por meio de nota, a Marinha do Brasil disse que as fiscalizações e vistorias na referida travessia, bem como nas demais áreas, ocorrem periodicamente sempre visando a segurança da navegação, salvaguarda da vida humana no mar e prevenção da poluição hídrica por embarcações.

A Capitania dos Portos de São Paulo compareceu ao local, realizando inspeção e vistoria técnica e, ainda, notificou o órgão público responsável para as providências cabíveis. A Marinha informou também que encontra-se em aberto um inquérito administrativo para apurar as causas e responsabilidades do fato.

Vídeo mostra flutuante da balsa entre Guarujá e Bertioga afundando

Vídeo mostra flutuante da balsa entre Guarujá e Bertioga afundando

O acidente ocorreu no domingo (12), na travessia de balsas entre Guarujá e Bertioga. Um vídeo obtido pelo g1 mostra o momento exato em que o flutuante da balsa é engolido pela maré alta instantes antes dos carros passarem pelo local (veja o vídeo acima).

Segundo especialistas, o equipamento se rompeu por conta da força da maré na tarde de domingo (12). As informações são do Departamento Hidroviário (DH) do Governo do Estado, que é responsável pelas travessias. O serviço está paralisado e não há previsão de quando será retomado.

Vídeo mostra mergulhadores trabalhando no atracadouro que desabou

Vídeo mostra mergulhadores trabalhando no atracadouro que desabou

Após o acidente, o Departamento Hidroviário (DH) utilizou mergulhadores para fazer uma análise completa das estruturas do flutuante, que tem cerca de 70 toneladas. Em um novo vídeo, obtido pelo g1, é possível ver os mergulhadores entrando no mar para observar as condições do atracadouro, que está submerso a aproximadamente três metros do nível do mar.

A vistoria feita por mergulhadores foi concluída nesta terça-feira (14) e entregue à equipe de engenharia do DH. Ela será anexada nas análises da equipe de engenharia do DH, que irá concluir o laudo sobre os danos estruturais.

“Esse laudo final irá apontar os possíveis danos estruturais da ponte e definir quais os trabalhos que serão necessários para reestabelecer o sistema, com segurança”, informou o DH.

Vídeo mostra mergulhadores trabalhando no atracadouro que desabou e foi parar no fundo do mar na travessia entre Guarujá e Bertioga — Foto: Reprodução

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Para a retirada da estrutura serão utilizados guindastes. A empresa responsável pela obra emergencial deve ser contratada assim que o laudo final for concluído, segundo o DH. A previsão é que isso ocorra ainda esta semana.

Após ser retirado do fundo do mar, o mesmo atracadouro deve ser recolocado na travessia. O secretário frisou que a expectativa é que esse processo dure no máximo 10 dias, a apartir do início dos trabalhos. Após esse período, segundo ele, as balsas voltarão a realizar a travessia.

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Por: G1

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