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‘Disciplina’ de facção e envolvido em assassinato de investigador é baleado e preso; VÍDEO

today29 de agosto de 2023 14

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A ação conjunta da Delegacia Seccional de Polícia e do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que prendeu o criminoso, faz parte da Operação Escudo. Ela foi deflagrada em 28 de julho, após o assassinato do soldado PM da Rota Patrick Bastos Reis, que fazia patrulhamento pela Vila Julia, em Guarujá.

Conforme apurado pelo g1, durante a abordagem policial, o criminoso apontou uma arma para os agentes, dando início a uma troca de tiros. Ele foi baleado na perna, precisou passar por cirurgia e passa bem.

O crime que NK participou aconteceu no dia 28 de fevereiro de 2018. O policial civil foi abordado por três bandidos quando saía da casa da namorada, no bairro Jabaquara. Ele foi atingido por um tiro na cabeça e chegou a ser socorrido, mas teve morte cerebral declarada um dia depois do atentado (veja mais detalhes abaixo).



Flávio José Ramos Júnior, de 30 anos, conhecido como NK, é apontado como um dos responsáveis pelo assassinato do investigador João Ferreira de Moura Junior (à direita) — Foto: GOE/Divulgação e Reprodução/Sinpolsan

Na época, por meio de provas periciais, a Polícia Civil conseguiu identificar e comprovar a participação do NK e Cícero Santana Júnior, que já foi condenado (veja abaixo). Desde então, NK estava foragido.

“Em 2018, ele ainda não tinha um histórico criminal tão extenso, não tinha envolvimento tão forte com o crime. Mas, a partir desse momento, ele praticou diversos outros crimes e passou a integrar uma organização criminosa”, disse o delegado da Deic, Fabiano Barbeiro.

Atualmente, o delegado explicou que NK é responsável por administrar o tráfico de drogas em alguns pontos do bairro São Manoel, além de ser o ‘Disciplina’ da maior facção criminosa do país, ou seja, o responsável por julgar os integrantes que saem do ‘código de conduta’ imposto.

As imagens obtidas pelo g1 mostram o momento em que os policiais entram em um beco no bairro São Manoel. Em certo momento, é possível ver dois agentes carregando NK após ser atingido por um tiro na perna.

A delegada assistente da Delegacia Seccional de Santos, Lígia Christina Vilella, disse que a área de risco onde o criminoso mora foi um dos fatores que atrapalharam a captura durante esses cinco anos.

“Desde 2018, estamos em busca do NK. Tivemos uma tentativa não bem sucedida, em 2021, em razão de uma fuga do NK […]. É com muita felicidade que hoje se faz Justiça ao policial Junior”, afirmou a delegada.

Durante o cumprimento do mandado, os policiais apreenderam uma arma de fogo, um rádio comunicador e drogas abandonadas em um ponto de tráfico, que seria comandado pelo criminoso.

Além do assassinato do investigador, Barbeiro afirmou que agora NK também responderá por tentativa de homicídio, já que trocou tiros com os policiais, nesta segunda-feira (28). De acordo com o delegado, o criminoso deve pegar de 12 a 20 anos de prisão.

Flávio José Ramos Júnior, de 30 anos, foi baleado na perna, precisou passar por cirurgia e passa bem — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Além de NK, a Polícia Civil também comprovou a participação de Cícero Santana Júnior no crime. A delegada afirmou que foram apenas dois envolvidos, o que inocenta Adilson Pinto Junior, que chegou a ser preso pelo homicídio.

Santana foi preso no dia 29 de março de 2019, em Santos. O julgamento precisou ser adiado mais de uma vez por causa da pandemia, sendo realizado em 2021, quando foi condenado a 21 anos de prisão.

O g1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) para mais informações sobre Adilson, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

João Ferreira de Moura Junior, de 48 anos, foi abordado pelos bandidos quando saía da casa da namorada, no bairro Jabaquara, no dia 28 de fevereiro de 2018. Ele foi atingido por um tiro na cabeça, e estava deitado no banco de um carro quando foi encontrado por policiais militares.

No dia do crime, em depoimento à polícia, a namorada disse que ele havia saído de sua casa há aproximadamente 10 minutos. A mãe dela, sogra do policial, foi quem ouviu os tiros.

O investigador chegou a ser socorrido com vida, mas teve morte cerebral declarada um dia após o crime, no dia 1º de março de 2018. Conforme divulgado na época, ele estava internado na Santa Casa e a família optou pela doação de órgãos.

Com o reforço de cerca de 600 homens de todos os batalhões do Estado, a Operação teve início em 28 de julho, após assassinato do soldado PM da Rota Patrick Bastos Reis, que fazia patrulhamento pela Vila Julia, em Guarujá, quando foi atingido por um disparo feito a mais de 50 metros.

Reis e outro policial, que também foi baleado, faziam patrulhamento pela Operação Impacto Litoral, desencadeada em junho para combater os altos índices de criminalidade e a forte incidência do tráfico de drogas naquela região.

Logo nos primeiros dias de operação, as forças de segurança conseguiram identificar e prender todos os envolvidos na morte do policial. Mesmo após a prisão dos envolvidos, a operação seguiu com o objetivo de sufocar o tráfico.

De acordo com a SSP-SP, em 30 dias, foram presas 634 pessoas. Destas, 240 eram foragidas da Justiça pelos mais diversos crimes, desde falta de pagamento de pensão até roubo à mão armada, sequestro e homicídio. Entre os presos em flagrante e os que eram procurados estão criminosos com várias passagens policiais, líderes de facção e traficantes.

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Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Santos.

Por: G1

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