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Em decisão surpreendente, Putin demite ministro da Defesa em meio a avanço na guerra na Ucrânia

today13 de maio de 2024 11

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A demissão, inesperada, acontece em um momento de avanço da Rússia nas linhas de frente no país vizinho, depois de mais de um ano de estagnação (leia mais abaixo).

Até a publicação desta reportagem, o governo russo não havia explicado por que Putin decidiu afastar Shoigu, que era um de seus principais aliados e estava no cargo havia mais de 11 anos.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse apenas que o governo quer alguém “aberto à inovação” à frente da pasta, a mais importante de seu governo desde que as tropas russas invadiram a Ucrânia, há mais de dois anos.



“O Ministério da Defesa deveria estar absolutamente aberto à inovação, à introdução de todas as ideias avançadas”, disse Peskov.

Ainda segundo Peskov, o líder russo propôs ao Parlamento do país o nome de Andrei Belousov, um economista que ocupava o posto de vice-primeiro-ministro, para assumir a Defesa.

A mudança foi feita na semana em que Vladimir Putin assumiu oficialmente um novo mandato, para o qual foi reeleito em março deste ano. E no momento em que a Rússia vem conseguindo avançar significativamente nas linhas de frente no leste da Ucrânia, onde ocorre a maior parte dos combates com tropas ucranianas.

Segundo o Instituto para o Estado da Guerra, dos Estados Unidos e que monitora diariamente a situação nos fronts de batalha desde o início da guerra, as tropas russas também estão conseguindo abrir novas frentes no norte do país.

O avanço sem dificuldade, na avaliação do instituto, ocorre por conta do atraso das ajudas internacionais à Ucrânia, principalmente dos Estados Unidos, o que deixou as forças de Kiev com armamentos e tropas comprometidos.

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A decisão de Putin de demitir Sergei Shoigu foi inesperada, já que o agora ex-ministro da Defesa era um forte aliado do presidente russo.

Prigozhin, que estava em um avião que caiu em Moscou no ano passado, vinha se queixando abertamente de Shoigu antes de morrer. Ele acusava o então líder da Defesa de não repassar verbas para o Grupo Wagner, um grupo de mercenários que lutavam na Ucrânia ao lado das tropas russas.




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Por: G1

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