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Esposa e amigo de Daniel Alves chegam para depor em julgamento de brasileiro; 22 testemunhas foram convocadas para 2º dia

today6 de fevereiro de 2024 5

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Além de Sanz, outras 21 testemunhas foram convocadas para prestar depoimento nesta terça.

De acordo com a imprensa espanhola, Joana Sanz pediu divórcio de Daniel Alves no ano passado, após o brasileiro ser preso de forma preventiva. A advogada de Alves negou a informação.

Ela foi indicada para depor pela defesa de Alves e, portanto, a expectativa é que ele fale a favor do marido.



No ano passado, no entanto, ela deu declarações e fez publicações nas redes sociais indicando decepção com o marido – quando admitiu ter tido relações com a jovem que o acusa de estupro (leia mais abaixo), Daniel Alves alegou ter mentido em um primeiro momento para ocultar da esposa a relação extraconjungal.

Amigos de Alves que estavam na boate e funcionários da discoteca também foram convocados para falar aos juízes nesta terça.

Um deles, identificado no processo como Bruno Brasil, também já chegou ao Tribunal e foi o primeiro a falar ao júri nesta terça. Segundo a imprensa local, que acompanha a transmissão do julgamento em uma sala da Corte, Bruno disse no depoimento não ter visto a vítima chorar após sair do banheiro onde, segundo ela, foi estuprada por Daniel Alves.

Bruno Brasil, segundo os depoimentos dados no julgamento, é o amigo que estava com Alves no momento em que o brasileiro abordou a vítima. Durante os cerca de 15 minutos em que o brasileiro e a jovem espanhola ficaram no banheiro da área VIP onde o grupo estava, Bruno ficou conversando com a prima da vítima, segundo ele confirmou nesta terça.

Bruno Brasil, amigo de Daniel Alves, chega para julgamento em Barcelona — Foto: LLUIS GENE / AFP

Segundo dia de julgamento de Daniel Alves terá depoimento de 22 pessoas

Segundo dia de julgamento de Daniel Alves terá depoimento de 22 pessoas

No total, o julgamento, que durará três dias, ouvirá 28 testemunhas, além de Daniel Alves e da vítima, que falou em sessão privada na segunda-feira.

O julgamento acontece mais de um ano após a mulher, uma jovem espanhola, ter alegado ter sido estuprada pelo ex-jogador. Na segunda-feira, Alves, que está há mais de 380 dias em prisão preventiva, foi à Audiência de Barcelona, a instância mais alta da Justiça local e que julga o caso.

Foi a primeira aparição pública do brasileiro desde que ele foi preso, em 20 de janeiro de 2023. Ele deveria prestar depoimento na própria segunda-feira, mas sua advogada pediu para que a fala de seu cliente fosse transferida para a última sessão, na quarta-feira (7), e a juíza responsável pelo caso acatou o pedido.

A jovem que acusou Alves prestou depoimento na sessão de segunda (5) por cerca de uma hora. Sua voz foi distorcida para proteção, e a imprensa foi proibida de acompanhar sua fala — desde o início do caso, a juíza responsável pelo julgamento proibiu a divulgação da identidade e de imagens da jovem.

A Promotoria de Barcelona pede nove anos de prisão para o brasileiro. Ainda não há previsão para a sentença sobre o caso.

As testemunhas foram indicadas para participar do julgamento tanto pela defesa quanto pela acusação.

  • Seis testemunhas prestaram depoimento nesta primeira sessão, entre elas, a mãe de Daniel Alves.
  • As outras 22 testemunhas falarão nesta terça.
  • Já a última sessão, em 7 de fevereiro, será dedicada a trâmites periciais, que entregarão um relatório e conclusões.

A juíza Isabel Delgado Pérez, que julga o caso, ficará responsável por elaborar a sentença. Ao g1, o tribunal disse que ainda não há prazo para que saia a sentença final ao jogador. Até lá, Daniel Alves permanecerá em prisão preventiva, em um presídio nos arredores de Barcelona, segundo a decisão atual da Justiça.

O Ministério Público espanhol pede nove anos de prisão ao jogador. A defesa da mulher que denunciou o estupro queria uma sentença maior, de 12 anos de prisão.

A mulher que acusa Daniel Alves de estupro afirma que, na noite em que, segundo ela, o estupro ocorreu, estava com uma amiga e uma prima na área VIP da boate Sutton e que já tinha dançado com o jogador e amigos dele. Depois disso, diz ela, o atleta insistiu para que a jovem o acompanhasse até um outro recinto.

A jovem alega que achava que, nesse segundo espaço, havia uma nova área VIP. Ao entrar, no entanto, notou que estava num banheiro pequeno, que só tinha um vaso e uma pia. Lá, segundo a acusadora, aconteceu o estupro.

Daniel Alves durante sessão de julgamento — Foto: Jordi Borras/AFP

No início da sessão no primeiro dia de julgamento, a advogada de Daniel Alves, Inés Guardiola, afirmou que o jogador se diz vítima de um “tribunal paralelo”, feito, segundo ele, pela opinião pública. A defesa pediu a anulação do julgamento, alegando que a juíza responsável pelo caso não aceitou que um segundo perito examinasse a vítima.

Guardiola solicitou também que novos testes fossem realizados e, só depois disso, que o julgamento fosse retomado. A juíza não acatou o pedido, e a Promotoria contestou na sessão que todos os direitos do acusado foram preservados.

Em uma corrida contra o tempo e a uma semana do início do julgamento, a defesa do brasileiro ainda tentaram um acordo com advogados da mulher antes do julgamento, segundo fontes dos dois lados ouvidas pela rede de TV espanhola Telecinco.

Caso houvesse um acordo, as acusações seriam retiradas, e o julgamento, cancelado.

Segundo a Telecinco, citando fontes da acusação, as conversas sobre um acordo chegaram a ser protocoladas na Justiça, mas a divulgação de imagens da jovem pela mãe de Daniel Alves esfriaram as negociações.

Assim, ambas as partes chegaram ao tribunal nesta segunda sem o acordo em mãos.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

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