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Ex-embaixador americano admite ter sido espião secreto de Cuba e se declara culpado

today3 de março de 2024 4

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Victor Manuel Rocha, de 73 anos, um ex-embaixador dos Estados Unidos, admitiu ter servido como agente secreto para o governo de Cuba durante décadas. Ele chegou a ser conselheiro especial do comandante do Comando Sul dos EUA, e essa é considerada uma das traições mais escandalosas da história recente do serviço diplomático americano.

Rocha vai se declarar culpado a um juiz de acusações de conspiração para agir como agente de um governo estrangeiro, o que pode levá-lo à prisão por vários anos.

Os promotores acusam Rocha de ter se envolvido em atividades clandestinas em benefício de Cuba desde pelo menos 1981, ano em que ingressou no serviço externo dos EUA.



Ele teve encontros com agentes de inteligência cubanos e passou informações falsas a funcionários do governo dos EUA sobre seus contatos.

As autoridades federais não descreveram exatamente o que Rocha fez para ajudar Cuba enquanto trabalhava no Departamento de Estado.

Ao longo das últimas décadas, ele teve os seguintes cargos no governo dos EUA:

  • Ele trabalhou no Departamento de Estado (órgão semelhante ao Ministério de Relações Exteriores) entre 1981 e 2002, segundo o Departamento de Justiça.
  • Nos anos de 1994 e 1995, ele foi conselheiro do Conselho de Segurança Nacional do governo dos EUA.
  • Entre 2000 e 2002, Manuel Rocha foi embaixador dos EUA na Bolívia.
  • Entre 2006 e 2012, ele foi conselheiro do Comando Sul do Exército dos EUA.

Como os EUA descobriram o espião

Nos anos de 2022 e 2023, ele teve conversas com um representante do Departamento Geral de Inteligência de Cuba. Nesses encontros, Manuel Rocha contou que trabalhou como espião durante décadas.

No entanto, o homem que Manuel Rocha pensava ser um dirigente dos serviços de inteligência de Cuba era, na verdade, um agente disfarçado do FBI.

Ele foi preso e é acusado de ter cometido diversos crimes federais, incluindo ter sido um agente estrangeiro ilegal e ter usado um passaporte obtido de maneira fraudulenta, de acordo com o Departamento de Justiça.

O procurador-geral Merrick Garland divulgou um comunicado sobre o caso. No texto, ele afirma que durante mais de 40 anos, Victor Manuel Rocha agiu como um agente do governo cubano e “buscou e obteve posições no governo do EUA que dariam a ele acesso a informação que não era pública e a capacidade de influenciar a política externa nos EUA”.

Homem é visto após estender duas bandeiras gigantes de Cuba nas laterais de um edifício que é vizinho da Embaixada dos EUA — Foto: Ramón Espinosa/AP




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Por: G1

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