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Governo Milei fala em ‘controles preventivos’, entra em ônibus e revista passageiros para tentar sufocar protestos desta quarta em Buenos Aires

today20 de dezembro de 2023 7

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O protesto está previsto para começar às 16h (horário de Brasília).

Os oficiais cercaram a Casa Rosada, sede da presidência da Argentina, e se distribuíram nos pontos de maior movimentação da capital, como estações ferroviárias e praças públicas.

A ordem do Ministério da Segurança permite que policiais parem transportes coletivos, entrem e revistem os passageiros — o que vem sendo feito. A medida é vista como uma forma de sufocamento contra os manifestantes.



“Existem controles preventivos nas estações ferroviárias e nas diferentes entradas da cidade”, confirmou o porta-voz presidencial Manuel Adorni durante entrevista coletiva na manhã desta quarta.

Os movimentos de esquerda se mobilizaram para protestar contra uma série de medidas de contenção de gastos que a equipe de Milei implementou nos primeiros dias de governo (foram anunciados, entre outros atos, a diminuição dos subsídios para o consumo de energia e transporte público e a suspensão de obras públicas).

Na Argentina, essas organizações têm muita capacidade para mobilizar pessoas porque elas atuam como intermediadores da distribuição de benefícios do governo —da mesma forma que, no Brasil, os sindicatos rurais têm um acordo de cooperação técnica com o INSS, na Argentina essas entidades ajudam as pessoas a provar que se enquadram nos critérios para receber benefícios do governo.

Milei quer fazer uma auditoria nas organizações, que é uma forma de tentar restringir o poder de mobilização desses grupos. Durante sua campanha eleitoral, um dos slogans de Milei era “el que corta no cobra” (“quem corta não recebe”), para dizer que aqueles que bloquearem as ruas não receberão benefícios sociais.

Policiais federais são vistos em estação ferroviária de Buenos Aires, na Argentina, em 20 de dezembro de 2023 — Foto: Rodrigo Abd/Associated Press

No dia 14 de dezembro, apenas quatro dias após assumir, foi baixado um novo protocolo de ordem pública que determinava que as forças de segurança federais vão liberar as vias públicas e, para isso, vão empregar “a mínima força necessária e suficiente e será proporcional à resistência (dos manifestantes”. Na ocasião, a ministra de Segurança, Patricia Bullrich, disse que quem estiver na calçada não vai ter problema e que o direito à manifestação está garantido (até porque isso está na Constituição do país).

Quatro dias depois do anúncio do novo protocolo, o governo afirmou que vai tirar os auxílios sociais de quem interromper as vias de circulação durante as manifestações.

A ministra de Capital Humano, Sandra Pettovello, disse que “os únicos que não vão receber benefícios sociais são os que forem à marcha e fecharem a rua. O presidente já disse ‘quem fecha não recebe'”.

Bullrich afirmou que vai usar câmeras e drones para identificar quem são os “piqueteiros”, os manifestantes que fecharem as vias.




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Por: G1

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