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Homem é condenado a 30 anos de prisão por conta de armadilha que matou a ex-namorada em SP

today16 de setembro de 2022 13

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Márcio Manoel dos Santos, de 34 anos, acusado de matar a ex-namorada Nayara da Silva, com 21 anos, após fazer uma armadilha contra ela, foi condenado a 30 anos de prisão. A sentença foi assinada pelo juiz da 1ª Vara Judicial de Itanhaém, no litoral de São Paulo.

José Maurício da Silva, amigo do autor do homicídio e que estava no momento do crime, foi indiciado por fraude processual e responderá em regime aberto.

A vítima morreu atropelada em maio de 2020 após sofrer um acidente de moto na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega. Na época, os policiais do 2º Distrito Policial (DP) de Itanhaém concluíram que Nayara foi vítima de uma armadilha.

As investigações apontaram que Márcio Manoel, ex-companheiro da jovem, foi o responsável por causar o primeiro acidente. Ele teria jogado o carro, que pertencia a José, contra a motocicleta de Nayara.



Jovem de 21 anos morreu no local do acidente, em Itanhaém — Foto: Reprodução/Facebook

Os réus Márcio e José foram submetidos a júri popular. Por maioria dos votos, o ex-namorado de Nayara foi julgado por homicídio qualificado e fraude processual, sendo condenado a 30 anos de reclusão em regime fechado e a oito meses e quatro dias de detenção em regime semiaberto. Já José foi condenando por fraude processual e deverá cumprir pena de seis meses de detenção em regime aberto.

De acordo com o documento de sentença, expedido pelo juiz Paulo Alexandre Rodrigues Coutinho, Márcio possui antecedentes criminais, sendo condenado pela Justiça de Osasco (SP) por roubo qualificado e homicídio tentado.

Ainda segundo o magistrado, a personalidade do autor do homicídio é ‘reprovável’, pois não aceitando o termino do relacionamento, ele passou a demonstrar um comportamento ‘possessivo e agressivo’.

“Como se não bastasse, o réu demonstrou extrema frieza em seu proceder, na medida em que, após colidir o veículo propositalmente contra a motocicleta conduzida por sua namorada, a quem amava, conforme disse na presente sessão de julgamento, enveredou-se a um churrasco, onde passou a confraternizar com amigos, dizendo que teria atropelado um ‘cachorro’. Em grosseiro desapego à vida de sua namorada”, escreveu.

Nayara pilotava uma motocicleta em Itanhaém quando foi atingida pelo veículo que causou o acidente — Foto: Arquivo pessoal

Nayara morreu atropelada em 17 de maio de 2020 enquanto pedia ajuda após sofrer um acidente de moto na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, em Itanhaém. Por achar o acidente suspeito, a Polícia Civil passou a investigar o caso.

Os policiais, então, descobriram que Nayara havia comentado com colegas de trabalho que vinha sofrendo ameaças feitas por um ex-namorado, Márcio Manoel dos Santos, que já havia sido gerente de uma das lojas da mesma rede de supermercado que ela trabalhava.

Os policiais procuraram imagens que pudessem confirmar uma possível perseguição e encontraram uma câmera do monitoramento municipal captando a saída da vítima do supermercado, com um veículo cinza logo atrás.

Moto da vítima ficou danificada após o acidente em Itanhaém — Foto: Arquivo pessoal

Os agentes identificaram que o carro pertence a José Maurício da Silva Pereira, amigo de Márcio. Os policiais foram até a casa desse colega e viram o veículo na garagem. José afirmou que ele e o ex-namorado da vítima estavam em um churrasco na casa de amigos e foram buscar o carro que o ex de Nayara queria emprestado. Em seguida, eles foram até o supermercado em que a vítima trabalhava.

No local, ainda conforme relatou o dono do veículo, Márcio afirmou que Nayara estaria grávida. Eles aguardaram a jovem sair do estabelecimento e a seguiram até a Rodovia padre Manoel da Nóbrega.

Na altura do km 325, Márcio jogou o veículo na direção da motocicleta que a ex-namorada conduzia, provocando uma colisão. José e Márcio, então, fugiram e voltaram ao churrasco.

Segundo José, no dia seguinte, Márcio foi trabalhar normalmente, como se nada houvesse ocorrido. O veículo foi levado à delegacia, e ele informou que o carro passou por conserto, para ocultar o crime. A informação foi confirmada pela polícia com o mecânico que fez os reparos.

Fotos mostram como ficou o veículo utilizado no crime em Itanhaém, antes e depois dos reparos — Foto: Reprodução

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Por: G1

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