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Israel tem novos protestos contra a reforma judicial do país

today15 de julho de 2023 19

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Dezenas de milhares de israelenses protestaram neste sábado (15). Proposta de reforma tira o poder da Suprema Corte e dá mais poderes ao Parlamento controlado pelo governo.




Milhares de israelenses protestam contra reforma judicial em Tel Aviv

Milhares de israelenses protestam contra reforma judicial em Tel Aviv

Dezenas de milhares de israelenses protestaram neste sábado (15) em Tel Aviv e outras cidades contra o controverso projeto de reforma judicial, considerado por seus críticos como uma legislação que poderia empurrar o país em direção a um modelo autoritário.

As manifestações têm reunido dezenas de milhares de pessoas desde janeiro, quando o governo liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu apresentou o projeto.

De modo geral, a proposta de Netanyahu:

  • coloca a escolha dos juízes da Suprema Corte nas mãos do Parlamento de Israel;
  • propõe que as decisões do Judiciário possam ser sobrepostas às decisões do Parlamento, que é ultraconservador.

Manifestação contra o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e a reforma judicial de seu governo em Tel Aviv, neste sábado (15). — Foto: REUTERS/Oren Alon

O governo argumenta que a reforma, que busca aumentar o poder do Parlamento sobre o da Suprema Corte, é necessária para garantir um melhor equilíbrio de poderes.

As novas manifestações ocorrem apenas alguns dias após a votação no Parlamento de uma medida-chave do texto.

Israelenses protestam contra os planos do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de reformar o sistema judicial do país, neste sábado, 15 de julho de 2023, em Tel Aviv. — Foto: AP Foto/Ariel Schali

A cláusula votada na terça-feira visa anular a possibilidade de o Poder Judiciário se pronunciar sobre a “razoabilidade” das decisões do governo.

O governo de Netanyahu, formado em dezembro com o apoio de partidos de extrema-direita e formações ultraortodoxas judaicas, é um dos mais conservadores da história de Israel.

“É uma batalha pelo país, queremos que Israel continue sendo democrático, e as leis ditatoriais não passarão”, declarou Nili Elezra, uma manifestante de 54 anos, à AFP.

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Por: G1

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