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Mãe de mulher morta por ex do marido diz que filha era ameaçada: ‘enquanto não a matasse, não ficaria sossegado’

today26 de março de 2023 2

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A mãe de Alessandra Rodrigues Leite, morta com mais de 20 facadas pelo ex-companheiro do marido, em Itanhaém, no litoral de São Paulo, alega que a filha era frequentemente ameaçada de morte pelo criminoso. Ao g1, a aposentada Janete de Fátima Rodrigues Leite, de 64 anos, contou, neste domingo (26), que acredita que o crime tenha sido motivado por ciúme. “Ele falava para todo mundo que enquanto não a matasse, não ficaria sossegado“, lembrou.

Eguinaldo Carlito Carlos, de 45 anos, foi preso após matar Alessandra, de 35, em um bar na Avenida Marginal, no bairro Campos Elíseos, na madrugada da última quarta-feira (22). O caso inicialmente foi registrado como homicídio e é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do município.

Segundo Janete, mãe da vítima, os problemas entre a filha e o homem que viria a assassiná-la começaram no ano passado. De acordo com ela, Eguinaldo ficou com ciúme quando teve a relação homoafetiva rompida pelo ex-companheiro que, na sequência, ficou com Alessandra.



“Ele [Eguinaldo] tentou matá-la quando quebrou os dois braços dela e ainda deu uma pancada na cabeça [de Alessandra]”, desabafou a mãe da vítima. “Ele falava para todo mundo que enquanto não a matasse, não ficaria sossegado”.

Alessandra deixou cinco filhos

Janete contou que Alessandra morava com ela no bairro Jardim Suarão e trabalhava com recicláveis. A vítima, inclusive, deixou cinco filhos, todos menores de idade. A mãe dela, agora, busca forças para lidar com a perda e cuidar dos netos.

“Ainda parece que não é verdade. A gente não quer acreditar no que aconteceu, mas tenho que ser forte. Não posso ficar chorando por conta dos meus netos”, desabafou Janete.

Por fim, a mãe de Alessandra contou como era o comportamento da filha no dia a dia. “Era uma pessoa muito boa. Ultimamente, ela estava muito ligada à família. Se os filhos precisassem de algo, como leite, por exemplo, ela corria para pegar recicláveis e comprar”.

Após o crime em um bar em Itanhaém (SP), policiais militares foram informados de que o homicídio teria sido cometido por Eguinaldo Carlito Carlos. Os agentes conseguiram o endereço do homem e se deslocaram ao local, onde ele atendeu os policiais e confessou ter esfaqueado Alessandra.

O assassino contou que ela apareceu no bar com uma faca em mãos e partiu na direção dele, que tomou a arma da mão de Alessandra e aplicou ao menos 20 golpes pelo corpo dela. Durante a briga que terminou em morte, o homem teve ferimentos pelo corpo e quebrou um dos dedos da mão. A mãe da vítima, por sua vez, contou que a filha levou o primeiro golpe quando estava de costas para ele.

O homem que se relacionou com Eguinaldo e, depois, ficou com Alessandra, está preso desde o começo do ano suspeito de furto em Itanhaém (SP). Portanto, ele – que ainda não teve o nome divulgado – não foi ouvido pela polícia sobre o caso.

O g1 apurou que, após ser preso, Eguinaldo contou à Polícia Civil que discutiu com Alessandra pouco antes do crime. Segundo ele, a mulher estava irritada com a atitude dele de pagar para um advogado defender o marido dela [ex-companheiro dele no relacionamento anterior].

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Por: G1

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