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Maior eleição do mundo: votação na Índia teve 642 milhões de eleitores, ou mais de 3 vezes a população brasileira; contagem começa nesta terça

today4 de junho de 2024 6

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Maior democracia do mundo, a Índia encerrou neste final de semana a votação nas eleições. A disputa foi marcada pelo grande favoritismo do primeiro-ministro, Narendra Modi, representante do nacionalismo hindu.

A contagem de votos começou nesta terça-feira (4) e os resultados devem ser divulgados até quarta (5). Com 44 dias de votação, centenas de milhões de eleitores e sete fases para a eleição, os resultados saem rapidamente porque o país utiliza urnas eletrônicas.

A Comissão Eleitoral da Índia afirmou nesta segunda (3) que 642 milhões de pessoas foram as urnas no maior processo democrático do mundo, o equivalente a 66% de presença dos 969 milhões de eleitores aptos a votarem nas eleições deste ano. A população total da Índia, país mais populoso do mundo, é de 1,428 bilhão de habitantes, segundo projeção da ONU em 2023.



É tanto eleitor na Índia que a quantidade de pessoas que votaram equivale a mais de três Brasis — a população brasileira é de 203 milhões de habitantes, segundo censo de 2022 feito pelo IBGE. São 156,46 milhões de eleitores no Brasil, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral atualizados pela última vez em 2022.

“Batemos um recorde mundial, com 642 milhões de eleitores indianos. É um momento histórico para todos nós”, disse o presidente da Comissão Eleitoral, Rajiv Kumar, nesta segunda.

No entanto, o comparecimento às urnas foi aquém do esperado. Analistas indianos atribuem o percentual à esperada vitória de Modi e às sucessivas ondas de calor no norte do país, com temperaturas beirando os 50°C.

Foram instaladas mais de um milhão de seções de votação pelo país e fiscais eleitorais levaram urnas até regiões remotas, como povoados isolados em montanhas e reservas naturais, nos 29 estados e sete territórios menores da Índia, conhecidos como territórios da União.

Fiscais eleitorais escoltados por seguranças carregando urnas eletrônicas desembarcando na ilha de Baghmora Chapori, na Índia, após viagem pelo rio Brahmaputra, em 18 de abril de 2024. — Foto: AP Photo/Anupam Nath

Polarização pela religião

Há poucas dúvidas sobre a vitória do partido de Modi, o Bharatiya Janata (BJP), garantindo ao premiê um terceiro mandato consecutivo.

O primeiro-ministro Narendra Modi adota uma política nacionalista e cada vez mais misturada com o hinduísmo, religião de cerca de 85% da população da Índia. Modi já conduziu o seu partido a duas grandes vitórias nas eleições de 2014 e 2019, graças em parte a sua popularidade entre os hindus.

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Pesquisas de boca de urna projetam uma grande vitória para Modi e, se forem confirmadas – embora muitas vezes tenham errado o resultado na Índia – os nacionalistas hindus de Modi terão triunfado em uma campanha virulenta na qual os partidos se acusaram mutuamente de preconceito religioso e de representar uma ameaça para partes da população.

“O Modi tem mais camadas que a questão religiosa, mas a religião é o grande ponto de mobilização [de sua campanha]. Ele já entendeu que os muçulmanos não importam para sua reeleição”, disse ao g1 o professor de política internacional Tanguy Bagdhadi.

Durante a eleição, Modi também repetiu uma teoria da conspiração de que os muçulmanos um dia superariam em número a maioria hindu da Índia por terem mais filhos. “Se a oposição voltar ao poder, [eles] recolherão toda a sua riqueza e a distribuirão entre aqueles que têm mais filhos”, afirmou Modi. O Partido do Congresso não fez tais promessas, mas essa teoria foi repetida por políticos do BJP durante a campanha e apresentada em um vídeo na conta do partido no Instagram.

Muçulmanos rezam em frente a mesquita em Nova Déli, na Índia, em 11 de abril de 2024. — Foto: Manish Swarup/ AP

Eleições na Índia — Foto: Arte/g1




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

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