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Ministro do governo Netanyahu renuncia ao Gabinete de Guerra israelense um dia após resgate de reféns

today9 de junho de 2024 3

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“Netanyahu está nos impedindo de avançar rumo a uma verdadeira vitória. É por isso que estamos deixando o governo de emergência hoje, com o coração pesado, mas com plena confiança”, disse Gantz em coletiva de imprensa televisionada.

O Gabinete de Guerra de Israel era composto pelo primeiro-ministro Netanyahu, pelo ministro da Defesa, Yoav Gallant, e por Gantz, ex-comandante das Forças Armadas de Israel.

“Decisões estratégicas fatais são recebidas com hesitação e procrastinação devido a considerações políticas”, disse Gantz.



Gantz havia dito anteriormente que seu partido da União Nacional (centro-direita) se retiraria do governo caso Netanyahu não bolasse um plano para o resgate dos reféns e para o futuro da guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza. Na ocasião, Netanyahu havia pedido para ele não deixar o cargo e dito “devemos permanecer unidos. (…) Não desistam da unidade”.

Em resposta ao anúncio, Netanyahu repetiu o discurso: “Israel está em uma guerra existencial em várias frentes. Benny, agora não é hora de abandonar a luta, é hora de unir forças.”

O partido da União Nacional era a única força de centro da coalizão de direita de Netanyahu. Com sua saída, as cadeiras do governo na Assembleia Legislativa, o Knesset, caíram para 64 assentos dos 120 totais. Netanyahu ainda tem maioria.

Israel está sofrendo pressão internacional nas últimas semanas devido a ações tomadas na guerra, como a invasão a Rafah, no sul de Gaza, que abrigava mais de um milhão de palestinos refugiados e forçou um deslocamento em massa dessas pessoas para outras regiões do país desde o início de maio.

Na operação de sábado (8) do Exército israelense para resgatar os reféns, 247 palestinos morreram e outros 698 ficaram feridos, alguns em estado grave, segundo o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, controlado pelo Hamas.

Em meio a negociações por um cessar-fogo com troca de reféns, Gantz expressou seu apoio ao acordo apresentado pelo presidente dos EUA, Joe Biden, que atua como intermediador junto a Egito e Catar. “Exijo que o primeiro-ministro mostre a coragem necessária para apoiá-lo e faça tudo para fazê-lo avançar”, disse o político.

Benjamin Netanyahu sofre pressão política interna e busca a reeleição, o que o faz rejeitar seguidos acordos de cessar-fogo na guerra e tomar mais ações militares para uma “vitória total” sobre o Hamas.

Israel resgata 4 reféns vivos na Faixa de Gaza

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Por: G1

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