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Moradores relatam clima de terror com operação da PM no Guarujá; órgãos de defesa dos Direitos Humanos adiam visitas

today31 de julho de 2023 7

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A ação, que foi chamada de “Escudo”, se deu depois que o soldado Patrick Bastos Reis, de 30 anos e que atuava nas Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) na capital paulista, ser morto com um tiro no tórax enquanto fazia patrulhamento em uma comunidade do litoral.

“Tocaram o terror aqui no Guarujá e mataram um monte de inocentes. Mataram eles e depois perguntaram”, relatou um morador.

“Minha mãe mora no Guarujá e disse que lá está um terror com helicópteros, carros de polícia. Os caras lá na quebrada, onde moram conhecidos dela, estão andando armados deixando os moradores assustados”, escreveu uma internauta no Twitter.



“Um policial da Rota foi morto no Guarujá. Antes de investigar para encontrar o criminoso e levá-lo à Justiça, um PM invade a favela Canta Galo para se vingar. Ameaça matar ao menos 60 moradores e consumir o terror ao assassinar 10 pessoas”, disse um morador.

As equipes do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) e da Comissão de Direiros Humanos da OAB de SP abortaram as visitas que fariam nesta segunda-feira às comunidades onde houve registro de mortos para conversar com moradores e familiares dos suspeitos mortos.

O motivo seria o clima tenso os relatos de mais mortes nesta segunda-feira (31) ainda não confirmadas pelo estado.

O que se sabe sobre a morte de um policial da Rota em Guarujá e da Operação Escudo

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“A Polícia Militar, ao que nos consta, tem dito que os policiais tenham atuado com câmeras corporais. Diante disso, vamos pedir essas imagens para que nada fique escondido nisso tudo e a gente possa verificar, através das imagens, se houve ou não ilegalidades nas ações da polícia naquele território”, completou.

Tarcísio diz que está 'extremamente satisfeito' com operação policial na Baixada Santista

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“Nós tivemos dez prisões. Aqueles que resolveram se entregar à polícia foram presos, foram apresentados à Justiça. O autor do disparo foi preso, foi entregue à Justiça, como tem que ser. A gente não quer de maneira nenhuma o confronto”, afirmou Tarcísio, em coletiva, nesta segunda-feira (31).

Ainda de acordo com o governador, foram oito ocorrências policiais com mortos ao longo do final de semana. “A polícia quer evitar o confronto de toda forma, ninguém quer o confronto. Agora, nós temos uma polícia treinada e que segue à risca a regra de engajamento”, disse o governador.

Suspeito de matar PM em Guarujá (SP) acusa governador Tarcísio de Freitas de ‘matança’ — Foto: Reprodução

Em nota, a Defensoria Pública de São Paulo afirmou que foi acionada pela Ouvidoria das Polícias acompanha a operação policial por meio do Núcleo Especializado de Cidadania e Direitos Humanos.

‘Estratégia do crime organizado’

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No vídeo, ele pede para que Derrite e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) parem com a “matança” de supostos inocentes e que estava se entregando.

“Depois que esse assassino foi preso, aí ele vira um bonzinho, um coitadinho, na verdade ele é o maior causador dessa tragedia que aconteceu na vida do soldado Reis. A verdade é que esse vídeo que ele fez, orientado pelos seus defensores, inclusive tem áudio do advogado o orientando a fazer esse vídeo, se os senhores ainda não possuem, ao longo das investigações vão tomar conhecimento disso, é uma estratégia do crime organizado, inclusive de cooptar moradores, de cooptar pessoas das comunidades que também são vítimas do tráfico organizado apresentando versões”, afirmou.

“Essa versão aí de indivíduo que foi torturado, isso não passa de narrativa para nós. Não chegou oficialmente nenhuma informação, muito menos indício, muito menos materialidade desse caso, o que chegou para gente foi que alguns criminosos optaram por reagir, por continuar enfrentando as forças policiais e os policiais têm que, em último caso, reagir a esses confrontos”, ressaltou.

Morte de policial na Baixada

PM da Rota morto era da capital de SP e estava em serviço quando foi atingido por criminosos — Foto: Arquivo Pessoal

O policial Patrick Bastos Reis, de 30 anos, era da capital e fazia patrulhamento no Guarujá, quando foi baleado por criminosos e não resistiu.

Ele fazia patrulhamento quando duas pessoas armadas atiraram contra ele e seu parceiro. O PM foi atingido próximo ao tórax na comunidade da Vila Zilda e morreu no Pronto Atendimento da Rodoviária (PAM). Atingido na mão, seu parceiro não corre risco de morte.

Desde sexta-feira (28), a PM faz uma operação para identificar e prender os criminosos suspeitos de matarem o policial de Rota. O secretário da Segurança, Guilherme Derrite, afirmou que quatro suspeitos da participação na morte do policial já foram identificados, sendo que dois deles estão presos.

Durante a busca pelos suspeitos, um homem foi morto após um confronto com a Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) ainda na sexta.

De acordo com o governo paulista, o tiro que atingiu o PM foi disparado a uma distância entre 50 e 70 metros, do alto de uma comunidade. A SSP não divulgou laudo pericial que detalhasse a informação.

“Temos a plena convicção de que ninguém aperta o gatilho se não estiver com a intenção de matar”, disse o secretário sobre o autor do disparo, será indiciado por homicídio doloso [quando há a intenção de matar] e associação ao tráfico de drogas.

O delegado-geral de Polícia, Artur José Dian, afirmou que a nota fiscal de um salgado comprado em uma lanchonete levou à identificação de quatro suspeitos. Dois deles foram presos.

Ouvidoria alerta para promessa de mais mortes

Operação da PM para prender suspeito de assassinar policial da Rota deixa ao menos 10 mortos, diz ouvidor

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Segundo a Ouvidoria das polícias de SP, ao menos 10 pessoas foram mortas desde o início da operação. Ainda de acordo com o órgão, o homem morto na sexta seria um vendedor ambulante, atingido por 9 tiros na sexta (28). A família dele teria encontrado o rapaz com queimaduras de cigarro e um corte no braço.

O ouvidor Claudio Aparecido da Silva afirmou que moradores do Guarujá relataram que policiais torturaram e mataram um homem e prometeram matar ao menos 60 pessoas em comunidades da cidade. O número de mortes pode ser ainda maior, de acordo com Claudio.

“A gente tem informação de que talvez no fim [deste domingo (30) outras duas mortes tenham ocorrido. Não temos, ainda, a confirmação, que a gente só faz após verificar o boletim de ocorrência dessas mortes”, disse ele em entrevista à GloboNews.

“A Polícia Militar, ao que nos consta, tem dito que os policiais tenham atuado com câmeras corporais. Diante disso, vamos pedir essas imagens para que nada fique escondido nisso tudo e a gente possa verificar, através das imagens, se houve ou não ilegalidades nas ações da polícia naquele território”, completou.

Parte da corporação da PM usa câmeras corporais nos uniformes para registrar as ações em rua. O prometo teve início em agosto de 2020 e encerrou o ano passado com 10 mil unidades disponíveis para a tropa, que conta com em torno de 100 mil integrantes.




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Por: G1

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