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‘Morre na moral aí’: Veja quem são os PMs suspeitos de balear jovens desarmados no litoral de SP

today18 de dezembro de 2022 17

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Os quatro policiais trabalhavam no 21º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPMI). Paulo Ricardo da Silva e Israel Morais Pereira de Souza são apontados como os executores de Kaique de Souza Passos. Diego Nascimento de Sousa e Eduardo Pereira Maciel são citados por tentar matar Vitor Hugo Paixão Coutinho, de 19 anos, com três disparos.

Veja quem são os policiais:

PM Paulo Ricardo da Silva, da Força Tática — Foto: Reprodução/TV Globo



  • 28 anos
  • cabo da PM e membro da Força Tática
  • natural de São Paulo e mora em Guarujá
  • efetuou disparos em Kaique de Souza Passos, que não oferecia qualquer resistência, colocava as mãos para o alto e tentava se entregar. Kaique morreu.
  • acusado de participar de seis mortes suspeitas, em ocorrências registradas como “mortes decorrentes de intervenção policial

PM Israel Morais Pereira de Souza, de Guarujá — Foto: Reprodução/TV Globo

Israel Morais Pereira de Souza

  • 35 anos
  • cabo da PM e motorista no dia da ação
  • natural de Cambará (PR) e mora em Guarujá
  • efetuou disparos em Kaique de Souza Passos, que não oferecia qualquer resistência, colocava as mãos para o alto e tentava se entregar

PM Diego Nascimento de Sousa — Foto: Reprodução/TV Globo

Diego Nascimento de Sousa

  • 35 anos
  • cabo da PM
  • natural de São Paulo e mora em Guarujá
  • pertencia a equipe da Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar (Dejem), pela 5ª Cia da PM
  • efetuou dois disparos de arma de fogo na direção de Vitor Hugo Paixão Coutinho, que estava desarmado e tentava fugir, atingindo-a na pena e tórax. Diego aproximou-se de Vitor Hugo, ferido, e questionou se ele não iria morrer logo.
  • acusado de participar de oito mortes suspeitas

PM Eduardo Pereira Maciel — Foto: Reprodução/TV Globo

  • 31 anos
  • sargento da PM
  • mora em Guarujá
  • participou da perseguição à vítima Vitor Hugo Paixão Coutinho junto com Diego. Ele evitou que o delito fosse devidamente captado por sua câmera pessoal e se omitiu ao não evitar que o disparo fosse efetuado por Diego.

Corregedoria acusa policiais militares de executar um suspeito desarmado e já dominado

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  • No dia 15 de junho deste ano, três homens invadiram uma casa em Bertioga, no litoral paulista, e roubaram um carro, dinheiro e objetos pessoais.
  • Os criminosos usaram o veículo para fugir e foram perseguidos por policiais militares em uma rodovia de Guarujá.
  • O carro foi abandonado no meio da fuga e os três tentaram escapar a pé.
  • Everton de Jesus Oliveira, o único do trio que não foi ferido, acabou preso.
  • Na sequência, Vitor Paixão foi baleado três vezes pelos policiais. De um deles ouviu: “morre na moral aí”.
  • Por fim, Kaique de Souza Passos, de 24 anos, se escondeu em uma favela. Ao ser localizado pelos policiais dentro de uma casa, ele levantou os braços, em sinal de rendição. Mesmo assim, foi assassinado com sete tiros.
  • Dez dias depois, em 25 de junho, o Ministério Público de São Paulo, que não tinha tido acesso às imagens das câmeras presas aos uniformes dos policiais, arquivou o processo por considerar que eles agiram em legítima defesa.
  • O caso teve uma reviravolta quando a Corregedoria da Polícia Militar resolveu investigar a ação e, com base nas imagens das câmeras, encontrou uma série de ilegalidades cometidas pelos agentes.
  • Segundo a Corregedoria, no momento dos disparos, os policiais obstruíram as lentes das câmeras e simularam como se tivessem sofrido uma agressão de Kaique.
  • As investigações mostraram ainda que os cabos Paulo Ricardo da Silva e Israel Morais de Souza “plantaram” (ou seja, colocaram) um simulacro (imitação) de arma de fogo ao lado do corpo de Kaique.
  • No pedido de prisão, além de Diego Nascimento, o policial Eduardo Pereira Maciel também é acusado de tentar matar Vitor Paixão.
  • Os agentes Paulo Ricardo e Israel Morais são acusados de matar Kaique.

Quatro policiais militares presos em Guarujá — Foto: Reprodução/TV Globo

O que dizem as defesas dos PMs

Os advogados dos quatro policiais alegam que eles agiram em legítima defesa e negam que eles tenham tentado obstruir a gravação das câmeras.

“Não podemos tirar essa legitimidade da ocorrência. A justa agressão era iminente. Eu sei que o Diego efetuou disparos. Em relação a como se deu a ocorrência, só o laudo pericial poderá apontar”, disse Filipe Molina, advogado de Diego Nascimento e também de Eduardo Maciel.

Emerson Lima Tauyl, advogado do PM Paulo Ricardo da Silva, argumentou que, em situações como essa, as coisas se desenrolam muito rapidamente.

“Tudo acontece em frações de segundos que, infelizmente ou felizmente, podem custar a vida de pessoas. O Paulo Ricardo trabalha em um pelotão de forças especiais. Policial que trabalha nesses pelotões fica muito mais suscetível a esse tipo de confronto”, afirmou.

Já Renan de Lima Claro, advogado de Israel Morais, justificou que não era possível saber de antemão que a arma dos acusados era uma imitação. “O policial não tem conhecimento prévio, em uma situação de combate, que se trata de um simulacro”, disse.

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Por: G1

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