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Muhammad Yunus, vencedor do Nobel da Paz, é condenado à prisão em Bangladesh

today1 de janeiro de 2024 16

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Yunus, de 83 anos, ganhou o Nobel da Paz em 2006, pelo trabalho de tirar milhões de pessoas da pobreza, graças a seu pioneiro banco de microcréditos.

A primeira-ministra Sheikh Hasina, porém, acusou o banqueiro de “sugar o sangue dos pobres”.

Nesta segunda-feira (1º), Yunus e três funcionários da Grameen Telecom, empresa que ele fundou, foram condenados. Eles são acusados de violar leis trabalhistas por não criarem um fundo de assistência aos funcionários, informou a AFP.



Os quatro têm um mês para recorrer da decisão e estão em liberdade sob fiança enquanto aguardam a apelação.

Khaja Tanvir, um dos advogados do banqueiro, disse que o caso tem motivação política e tem como objetivo assediar Yunus, segundo a Reuters.

Apoiadores dele dizem que isso ocorre porque, uma vez, o banqueiro considerou criar um partido político para rivalizar com a Liga Awami de Hasina.

Muhammad Yunus, economista laureado com o Prêmio Nobel da Paz — Foto: Divulgação

Muhammad Yunus nasceu em 1940, é muçulmano não-praticante e estudou Ciências Econômicas em Nova Délhi. Posteriormente, ampliou seus estudos nos Estados Unidos com bolsas das instituições Fullbright e Eisenhower. Voltou a seu país em 1972 para dirigir o departamento de Economia da Universidade de Chittagong.

Mas foram os projetos sociais que se tornaram a força-motriz para que Yunus fosse premiado também com o Nobel da Paz, em 2006. Ele foi reconhecido pela criação do Grameen Bank, instituição especializada na concessão de microcrédito a pessoas de baixa renda.

O Comitê Nobel afirmou que os “microcréditos se tornaram uma importante força de libertação em sociedades nas quais as mulheres precisam lutar contra um entorno social e econômico repressivo”. Yunus passou a ser reconhecido como “banqueiro dos pobres”.

Ele foi premiado pela criação da “Yunus Sports Hub”, uma organização que promove o empreendedorismo social ligado ao esporte. A ideia é apoiar projetos esportivos autossustentáveis e que ataquem problemas sociais.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

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