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‘Não tem como ir ao mercado, não tem como pedir nada em casa’, relata brasileira presa perto de Dubai após temporal

today18 de abril de 2024 3

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A brasileira Nicolly Branco, estudante de gestão de turismo, tinha passagem de volta para o Brasil programada para a última terça, mas não conseguiu embarcar. Naquele dia, a cidade de Dubai registrou mais chuva do que o esperado para o ano inteiro na cidade.

Ela está na cidade de Al Ain, a cerca de 130 km de Dubai, e enfrentou estradas alagadas a caminho do aeroporto. Hospedada na casa de uma parente, Nicolly afirma que vai precisar esperar até a próxima semana para voltar para casa.

“Conseguimos remanejar o nosso voo só para o dia 24 de abril, porque antes disso não tem voo disponível. Eu já estava pronta para ir para Nova Friburgo, de volta para a minha rotina”, conta Nicolly.



“A faculdade entra na semana de provas, e eu estou tentando contato com os professores. Fica bem complicado financeiramente também, porque o custo de vida aqui é muito alto.”

O temporal mudou completamente a rotina de quem vive no país.

“Os moradores ficam sem os filhos terem como ir pra escola, não têm como ir ao mercado, não tem como pedir nada em casa. As crianças estão sem estudar, pois as escolas ainda não voltaram a funcionar. Mudou completamente a rotina”, conta Nicolly.

Moradores de Dubai caminham por ruas alagadas com pranchas e botes infláveis na quinta-feira (18), dois dias depois de tempestade histórica que atingiu cidade — Foto: Rula Rouhana/Reuters

Uma morte foi confirmada em decorrência das chuvas nos Emirados Árabes Unidos.

Em menos de 48 horas, a cidade registrou 142 milímetros de chuva – volume muito maior do que o esperado para um ano inteiro, de 94,7 milímetros.

Nesta quinta (18), ainda era possível ver ruas da cidade completamente alagadas.

Veja avião em pista alagada do aeroporto de Dubai

Veja avião em pista alagada do aeroporto de Dubai

Segundo a agência de notícias estatal WAM, Dubai viveu um “evento climático histórico” que ultrapassou “qualquer registro documentado desde o início da série histórica, em 1949”.

As chuvas também atingiram países vizinhos, como o Bahrein, Omã, Catar e Arábia Saudita. No entanto, os Emirados Árabes Unidos foram os mais afetados.

A “semeadura”, ou “cloud seeding”, em inglês, é uma intervenção humana que consiste em bombardear nuvens com produtos químicos específicos, como iodeto de prata ou gelo seco. O governo dos Emirados realiza voos para esse propósito regularmente.

O objetivo é provocar chuvas para aumentar a oferta de água na região desértica.

Os Emirados Árabes Unidos dependem em grande parte de usinas de dessalinização para obter água potável, num processo caro, que consome muita energia. Por isso, eventualmente o país utiliza a semeadura de nuvens para aumentar a presença de água no subsolo.

O governo dos Emirados Árabes Unidos negou que uma semeadura de nuvens tenha causado a tempestade.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

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