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Pedagoga escapa de estuprador mascarado e armado com facão no litoral de SP: ‘iria me matar’; VÍDEO

today18 de julho de 2023 8

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A vítima desceu de um ônibus na Avenida Marginal e foi abordada no trajeto para casa, no bairro Savoy. O criminoso estava em uma bicicleta e com a cabeça coberta por uma touca ninja. Imagens de câmeras de monitoramento registraram os momentos que antecederam o crime (veja no vídeo acima).

“Fui abordada como se fosse um assalto”, disse ela, que não imaginava ser vítima de uma tentativa de estupro. A mulher ressaltou que não conseguiu ver o homem se aproximar devido à escuridão no local. “Infelizmente, a prefeitura não faz manutenção”, desabafou.

“Não consigo sair na rua sozinha, todo homem com as características dele fico assustada e com medo”, relatou a mulher.



A vítima contou que o homem encostou um objeto nas costas dela e disse: ‘perdeu’. Sem reagir, ela o viu sair da bicicleta e sentiu uma faca contra o pescoço. “Era bem grande, estilo de açougueiro e prata”, descreveu.

Na sequência, a pedagoga disse ter sido obrigada a caminhar por cinco minutos, até parar em uma moita. Ele começou a passar a mão pelo corpo dela. Na hora, a jovem diz que pensou que o homem quisesse o celular dela. A situação mudou quando o criminoso tentou abrir os botões da camisa social que ela estava usando.

Mulher ficou com marcas no corpo após o criminoso tê-la abordado com um facão no bairro Savoy, em Itanhaém (SP). — Foto: Arquivo Pessoal

“Eu me debatia muito pedindo para que ele parasse com aquilo”.

O homem, segundo ela, ignorou o pedido. Ele largou a faca e começou a abrir a própria calça, pedindo para que a mulher tirasse a roupa. A vítima chegou a gritar pedindo socorro e dizendo que estava sendo estuprada. “Foi quando ele calou a minha boca”. Nesse momento, ela disse ter sido ameaçada de morte, caso continuasse a pedir ajuda. “Falou que se eu não parasse de gritar iria me matar”.

Apesar das ameaças, a mulher contou ter continuado a se debater. Assim que o criminoso fez menção de pegar o facão, ela passou por baixo do braço dele e correu. Naquele momento, os vizinhos começaram a sair de casa. O homem colocou as calças e fugiu.

A vítima acredita que estaria morta se não tivesse reagido. “Faria o ato do estupro e, após isso, iria tirar minha vida. Querendo ou não, ele falou muito comigo. Então, eu reconheço a voz e as características do corpo dele”, afirmou.

A mulher disse ter sido socorrida por vizinhos, que ligou para o marido dela. “Eu gritava muito, chorava muito, estava muito desesperada. Eu me tremia”.

A pedagoga contou ter acionado a PM, que foi ao local e a orientou a registrar o caso na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Itanhaém. Ela disse ter ido até a unidade policial, mas que não obteve suporte.

“Estava com muitas dores no corpo, nos braços, na nuca, no pescoço. Chamaram uma escrivã e ela foi me orientando, mas não registrou meu boletim de ocorrência e me mandou para a UPA [Unidade de Pronto Atendimento] bem desumanamente, porque eu tinha acabado de passar por uma situação”.

A vítima contou que não foi até a unidade de saúde nem ao Instituto Médico Legal (IML) de Praia Grande, pois não tinha condições físicas e psicológicas. A pedagoga disse ter procurado uma advogada e publicado o relato nas redes sociais para alertar outras mulheres. “Não quero que ninguém mais passe por isso. Glórias a Deus que eu fui salva e tive o livramento”.

Em relação à insegurança no bairro Savoy, apontada pela vítima, a Prefeitura de Itanhaém informou notificará os proprietários dos terrenos particulares da região a realizarem a manutenção, roçada e construção de muro. Caso o serviço não seja cumprido, penalizações poderão ser aplicadas.

Sobre a iluminação, a administração municipal disse que vai verificar o funcionamento das luminárias, que, conforme citado em nota, serão substituídas, em breve, por lâmpadas de LED.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a Polícia Civil lamenta “a postura adotada pelos policiais citados e irá reorientar os servidores”. Além disso, o Departamento de Judiciária do Interior (Deinter) 6 está apurando os fatos e está disponível para auxiliar a vítima na formalização do registro do boletim de ocorrência.

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Por: G1

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