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PM que matou jovem após empinar moto em SP vai a júri popular; VÍDEO

today26 de fevereiro de 2024 5

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De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público (MP), Aelson estava parado e de costas para os policiais, quando um deles efetuou o disparo. De acordo com o órgão, a vítima não teve chance de defesa e morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico.

O juiz da comarca de Itariri (SP), Thiago Dantas, entendeu que há indícios de que os PMs alteraram intencionalmente os relatos sobre a dinâmica do crime para levá-los a julgamento pelo tribunal do júri — é composto por jurados selecionados aleatoriamente entre os cidadãos maiores de 18 anos.

Em nota, a Polícia Militar (PM) informou à equipe de reportagem que o policial, autor do disparo, está afastado da corporação por conta de um outro processo. O outro agente, por sua vez, segue trabalhando normalmente.



Aelson Maurício da Silva Júnior, de 24 anos, foi morto com um tiro na cabeça em Itariri (SP) — Foto: Arquivo pessoal

A diarista e mãe de Aelson, Sirlene Garcia da Silva, de 47 anos, afirmou ao g1 que se sente aliviada em saber que os policiais devem ir a júri popular, mas se mostrou apreensiva com os próximos passos do processo.

“Eu não estou com aquela certeza de que eles serão presos. Se forem, vai ser a melhor notícia. Pelo menos, não vão fazer o que fizeram com meu filho com outro inocente […] Foi a pior coisa que aconteceu na minha vida”, afirmou ela.

O ferrador de cavalos morreu após levar um tiro de um policial rodoviário militar, em Itariri, no dia 23 de maio de 2019. Parentes de Aelson afirmaram que ele não estava armado e foi perseguido após empinar a moto em uma rodovia.

Segundo o tio, João Batista Silva, depois de empinar a motocicleta na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega ele a vítima foi perseguida. O parente relatou que o sobrinho estava com ele a trabalho no bairro Raposo Tavares.

Uma das testemunhas, que preferiu não se identificar, contou ao g1 à época que Aelson levou um “tiro à queima roupa”. Ela afirmou que a vítima saía da casa de um cliente, em que havia arrumado as ferraduras do cavalo, quando foi flagrado pelos policiais empinando a moto.

De acordo com testemunhas, Júnior parou a moto em uma praça e levou um tiro na cabeça de um PM em Itariri, SP — Foto: Arquivo pessoal

Conforme relatos, o jovem acelerou a moto pela estrada e voltou ao bairro Raposo Tavares. Ainda de acordo com o apurado à época, Aelson teria parado em uma praça da região e pedido aos policiais que não atirassem.

Ele foi baleado e socorrido por enfermeiras da Unidade de Saúde do bairro. Elas prestaram os primeiros socorros e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a vítima não resistiu.

Depois do ocorrido, familiares e amigos de Júnior realizaram protestos na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega pedindo por Justiça (veja abaixo).

Meses depois, a Polícia Civil concluiu que o policial militar rodoviário investigado por matar o jovem cometeu homicídio. No relatório final enviado à Justiça, o delegado Arilson Veras Brandão, responsável pela investigação do caso, indiciou o investigado e seu parceiro de trabalho.

Amigos, familiares e moradores protestaram contra ação da PM contra jovem em Itariri, SP — Foto: Arquivo pessoal

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Por: G1

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