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Professor brasileiro em Quito, no Equador, diz que o país inteiro está assustado

today9 de janeiro de 2024 10

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“O Equador não é um país tão grande, é possível se locomover por todo o país em poucas horas, e o que acontece em Guayaquil pode assustar quem vive aqui em Quito”.

Ele fez uma referência à cidade de Guayquil porque considera-se que lá é o local com mais problemas de segurança no país.

“Eu, particularmente, não sinto insegurança, mas sinto que é necessário que hajam medidas sérias de segurança pública para que a gente possa ter uma melhor sensação de segurança”, afirmou o professor brasileiro.



Nesta terça-feira, homens armados com fuzis e granadas invadiram o edifício de um canal de televisão ao vivo. O Equador vive uma crise de segurança que começou com motins em prisões. Houve fuga de criminosos, ataques a delegacias e sequestro de policiais. Depois da invasão dos estúdios de TV, o presidente Daniel Noboa baixou um decreto determinando que o país vive um conflito armado interno (veja mais abaixo).

O presidente, de 36 anos, também ordenou às Forças Armadas “executar operações militares para neutralizar” cerca de 20 grupos do crime organizado, os quais identificou como “organizações terroristas e atores não estatais beligerantes”.

O decreto foi divulgado depois que homens armados e encapuzados invadiram a emissora TC Televisión, na cidade de Guayaquil, enquanto jornalistas transmitiam ao vivo um noticiário. A situação se estendeu por pelo menos 30 minutos, até a intervenção da polícia.

Foi possível ouvir uma mulher dizer “não atirem, por favor, não atirem” dentro do estúdio.

Antes de que fossem desligadas as luzes do set, indivíduos encapuzados foram vistos aparentemente segurando uma granada, apontando suas armas para trabalhadores e colocando o que parecia ser uma banana de dinamite no blazer de uma pessoa.

Um jornalista da TC enviou mensagens pelo WhatsApp a um repórter da AFP informando: “Por favor. Entraram para nos matar. Deus permita que isto não aconteça. Os delinquentes estão ao ar livre”.

Mais tarde, a polícia afirmou que pôs fim a ocupação do canal e prendeu 13 pessoas.

Fotos foram publicadas em redes sociais

O Equador vive uma crise de segurança há dois dias depois da fuga de Adolfo Macías, conhecido como Fito, chefe da quadrilha criminosa conhecida como Los Choneros, do presídio em que estava.

Em resposta, o presidente Noboa declarou estado de exceção por 60 dias em todo o país, inclusive nas prisões. A medida inclui um toque de recolher de seis horas, a partir das 23h locais (01h de Brasília).

Nesta terça, a de Fabricio Colón Pico, um dos chefões de outro grupo, o Los Lobos, também fugiu da prisão. Ele tinha sido preso na sexta-feira pelo crime de sequestro e a suposta responsabilidade em um plano para assassinar a procuradora-geral.

Sete policiais foram sequestrados nas cidades de Machala, Quito e El Empalme. Também foram registradas explosões direcionadas a um posto policial, em frente à casa do presidente da Corte Nacional de Justiça e veículos foram incendiados. Não houve registros nem de mortos, nem de feridos.

Em presídios de cinco cidades do país há 125 guardas carcerários e 14 funcionários administrativos retidos, informou o organismo que administra as prisões (SNAI).

Invasão de TV e ‘conflito armado interno’: entenda crise de segurança no Equador

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Na capital, Quito, também foi registrada a explosão de um carro, além da detonação de um artefato perto de uma passarela para pedestres. O prefeito, Pabel Muñoz, pediu ao Executivo a “militarização” de instalações estratégicas diante do que chamou de uma “crise de segurança sem precedentes”.

Esta é a primeira crise enfrentada pelo governo de Noboa, que assumiu o poder em novembro com a promessa de atacar com rigor as quadrilhas do narcotráfico, vinculadas a cartéis colombianos e mexicanos.

Noboa, que preside uma reunião do Conselho de Segurança em Quito, atribuiu a investida nas prisões como uma represália por suas ações para “retomar o controle” oficial dos presídios e advertiu que não vai negociar com “terroristas”.

Na semana passada, o presidente disse que construirá dois presídios de segurança máxima nas províncias de Pastaza e Santa Elena, no estilo das instauradas por seu contraparte salvadorenho, Nayib Bukele, na guerra que trava contra as gangues em seu país.

Situado entre a Colômbia e o Peru, os maiores produtores de cocaína do mundo, o Equador passou de ser uma ilha de paz a um baluarte na guerra do tráfico. O país encerrou 2023 com mais de 7.800 homicídios e 220 toneladas de drogas apreendidas, novos recordes para este país de 17 milhões de habitantes.




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Por: G1

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