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Putin garantiu a mediadores que não mataria Zelensky ao invadir Ucrânia

today8 de fevereiro de 2023 12

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A afirmação é do ex-primeiro-ministro israelense Naftali Bennett, que foi o mediador dos dois lados no início da guerra. Naftali, que era líder do governo de Israel à época, disse que Putin lhe fez a promessa.

No início da guerra, Zelensky foi muito elogiado pela comunidade internacional por não haver deixado Kiev.

A revelação de Bennett – cujos esforços de mediação tiveram pouco resultado – foi feita em uma entrevista publicada neste sábado (4). A fala deu uma mostra inédita da diplomacia nos bastidores e dos esforços para pôr um fim rápido ao conflito já no início.



Na entrevista de cinco horas, Bennett disse que perguntou a Putin se ele pretendia matar o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy.

“Eu perguntei: ‘e quanto a isso? Você planeja matar Zelensky?” Ele disse, “Eu não vou matar Zelensky”. Então eu disse a ele: ‘Tenho que entender que você está me dando sua palavra de que não matará Zelensky.’ Ele disse: ‘Não vou matar Zelensky”, relatou Bennett.

Bennett disse que mais tarde ligou para Zelensky para informá-lo sobre a promessa de Putin.

“’Olha, eu saí de uma reunião (com o Putin). Ele não vai te matar.’ Ele perguntou, ‘você tem certeza?’ Eu disse a ele ‘100% (de certeza) de que ele não mataria”.

Zelensky e Putin, em montagem. — Foto: Divulgação via Reuters

Durante seus esforços de mediação, disse Bennett, Putin retirou sua promessa de buscar o desarmamento da Ucrânia, e Zelensky prometeu não ingressar na Otan.

No início do ano passado, o Kremlin negou acusações ucranianas de que a Rússia pretendia assassinar Zelensky.

Bennett, um líder inexperiente que havia sido primeiro-ministro por apenas seis meses quando a guerra estourou, deu um salto inesperado na diplomacia internacional depois de colocar Israel em um meio-termo complicado entre a Rússia e a Ucrânia.

Israel vê suas boas relações com o Kremlin como estratégicas diante das ameaças do Irã, mas está alinhado com os países ocidentais e também tenta mostrar apoio à Ucrânia.

O ex-presidente, um judeu praticante e pouco conhecido internacionalmente, viajou a Moscou para seu encontro com Putin no sábado judaico, quebrando seus compromissos religiosos e colocando-se na vanguarda dos esforços globais para impedir a guerra.

Mas seus esforços de negociação não pareciam ganhar força e seu mandato foi breve. O governo de Bennett, uma coalizão ideologicamente diversa que removeu temporariamente o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu do poder, entrou em colapso no verão devido a divisões internas.

Bennett deixou a política.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

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