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Refugiados afegãos se adaptam à nova realidade em abrigo no litoral de SP

today4 de julho de 2023 4

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Cartazes com orientações, nos idiomas persa e pashto, foram feitos pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e distribuídos nas dependências da colônia. Segundo apurado pelo g1, trata-se de um padrão informativo da agência da ONU que busca intensificar a integração dos afegãos.

Os avisos são sobre diferentes assuntos relacionados à vizinhança do abrigo. É uma forma de fazer com que refugiados entendam em qual meio estão inseridos.

Um dos cartazes contém orientações sobre a praia, citando os cuidados necessários com as ondas e correntes marítimas. Outro explica sobre a atenção necessária aos horários de sair e chegar na colônia, principalmente por conta de perigos na rua, como crimes.



Há ainda um terceiro cartaz com um telefone de emergência para os refugiados entrarem em contato caso precisem de auxílio fora do abrigo.

Cartazes foram feitos pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). — Foto: Marcela Pierotti/TV Tribuna

Afora isso, o Acnur realiza assembleias para dar informações aos refugiados sobre diversos aspectos importantes para a integração, como a documentação e a empregabilidade no Brasil.

O planejamento ainda inclui a criação de comitês dentro da comunidade de afegãos para eleger mediadores e melhorar a comunicação dos refugiados com os voluntários de uma forma com que eles tenham autonomia.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Químicos, Hélio Rodrigues, o grupo está se adaptando, mas as principais dificuldades são em relação ao idioma e alimentação. “Tem algumas particularidades na questão da carne. Eles são muçulmanos e tem que ter toda uma tradição de carne específica”, disse em entrevista À TV Tribuna, afiliada da Rede Globo.

Ainda segundo Hélio, a colônia está sendo um abrigo para os refugiados e, por isso, a ideia é que cada um vá tomando um caminho, com todo auxílio necessário dos órgãos.

“Pelo que tenho conversado com eles, uma parte tem vontade de migrar para os Estados Unidos. São poucos os que querem ficar no Brasil com o visto de permanência e residência no país”, afirmou.

Segundo Flávio Dino, ministro de Justiça e Segurança Pública, a previsão é que os refugiados fiquem um mês em Praia Grande. “O planejamento é que eles permaneçam nessa instalação, na cidade de Praia Grande, por 30 dias. Depois tem o destino definitivo em várias cidades brasileiras”, afirmou.

Os convênios e parcerias para manter os refugiados saudáveis e confortáveis no local são responsabilidade do Ministério da Justiça. Segundo ele, a determinação segue a legislação brasileira.

“A chegada dos imigrantes afegãos derivou de uma decisão tomada em 2021 e houve a concessão de aproximadamente nove mil vistos de entrada no Brasil. Nós temos um procedimento em andamento de acolhimento, exames de saúde, atendimento social e depois o destino definitivo dessas pessoas no território nacional. É isso que manda a lei brasileira”, afirmou Flávio Dino.

“O objetivo agora do governo federal é construir um plano de ação eficaz e duradouro. A gente ainda tá formatando várias ideias, ações interministeriais e o objetivo é que essa seja uma solução passageira para que a gente dê uma solução de fato para o problema”, afirmou.

Além da colônia em Praia Grande, Portella diz que já existem outros locais para abrigar os refugiados. “A gente já tem outros centros de acolhida disponíveis para as novas populações, que vão chegar no Aeroporto de Guarulhos, para que aquela situação de pessoas no aeroporto não se repita mais”.

Para isso, o ministério segue mapeando e conversando com governos de cidades por todo o país. “A gente não vai divulgar porque não tem nada solidificado e não tem ainda demanda para que a gente leve essas pessoas para esses locais”, explicou, dizendo que haverá garantia da dignidade humana.

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Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Santos.

Por: G1

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