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Scotland Yard é racista, misógina e homofóbica, afirma relatório sobre polícia londrina

today21 de março de 2023 8

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A polícia de Londres é “institucionalmente” racista, misógina e homofóbica, denuncia um novo relatório publicado nesta terça-feira (21) sobre a outrora prestigiada Scotland Yard. O documento pede uma “reforma total” da instituição, em crise após uma série de escândalos.

“Temos que limpar” a polícia de Londres. “É hora de uma mudança radical”, declarou à BBC Louise Casey, autora do relatório de 363 páginas, que estampa as primeiras páginas de todos os jornais britânicos nesta terça-feira. É uma força policial “quebrada e podre”, afirmou o jornal Daily Mail. A Scotland Yard “perdeu a confiança da opinião pública”, escreveu o The Daily Telegraph.

“A polícia precisa restaurar a confiança nos seus serviços. Tem de haver uma mudança de cultura e liderança”, reagiu o primeiro-ministro conservador Rishi Sunak.



Sarah Everard, que foi sequestrada, estuprada e morta por um policial em Londres — Foto: Reprodução/Reuters

O relatório foi encomendado após a morte de Sarah Everard, uma londrina de 33 anos que foi estuprada e assassinada por um policial, Wayne Couzens, que a prendeu com falsas alegações em 2021. Em fevereiro deste ano, o ex-policial David Carrick foi condenado por dezenas de estupros. Os casos chocaram a comunidade britânica. 

A Polícia Metropolitana de Londres – a maior força policial do país, com mais de 43 mil policiais e outros funcionários – está envolvida em uma série de escândalos há anos, que a mergulharam em uma grave crise de confiança.

Scotland Yard tem equipe de investigadores que reconhecem todos os rostos de uma multidão

Scotland Yard tem equipe de investigadores que reconhecem todos os rostos de uma multidão

Na opinião de Casey, a violência contra mulheres e meninas “não tem sido levada a sério em termos de recursos e prioridades”.

Provas invalidadasA longa investigação descreve como as evidências em casos de estupro, como amostras de urina e sangue, não foram usadas porque foram armazenadas em frigoríficos lotados – às vezes defeituosos.

Além disso, “apesar da presença de alguns oficiais superiores experientes, são os funcionários inexperientes e sobrecarregados que lidam com a proteção de menores, estupros e crimes sexuais graves”, ela denuncia.

Por outro lado, “pessoas negras são supervigiadas e subprotegidas”, observa Casey.

Ela também aponta que as mulheres na polícia são “vítimas de sexismo diariamente”, e que a “homofobia profunda” reina na “Met”, como é chamada a força policial londrina.

Casey pede uma “mudança fundamental”. “Este relatório é o primeiro a trazer à tona todas as injustiças cometidas contra londrinos, londrinos negros, mulheres e seus próprios agentes”, ela destaca.

Mas sua autora teme que o relatório não será acompanhado pelas “reformas profundas que são necessárias”. Ela descreve uma organização “que mostra pouca humildade”, relutante em “admitir que há problemas”.

O novo documento foi divulgado quase 25 anos depois do relatório Macpherson, redigido após o assassinato do adolescente negro Stephen Lawrence. O documento concluiu, ainda em 1999, que existia um “racismo institucional” na polícia. 




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

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