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Sobrevivente designado: o homem escolhido para ser o presidente dos EUA caso toda a cúpula do governo morresse no Estado da União

today8 de março de 2024 6

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Miguel Cardona tinha uma missão nobre a cumprir nesta quinta-feira (7): em caso de uma hecatombe, ou um atentado terrorista que matasse todas as autoridades, ele seria alçado ao posto de presidente dos Estados Unidos e teria a árdua tarefa de reconstruir o governo.

Ele era o sobrevivente designado da noite.

Até hoje, porém, um evento dessas proporções só aconteceu na ficção: na série “Designated Survivor” (2016), estrelada por Kiefer Sutherland.



Todos os anos, um membro da cúpula do Executivo é escolhido para se ausentar do discurso do Estado da União para garantir a continuidade do governo em caso de uma tragédia.

Como vice-presidente e presidentes das casas legislativas estão sempre presentes no evento, o sobrevivente designado costuma ser escolhido entre os postos mais baixos da linha de sucessão.

O sobrevivente designado – Cardona, no caso – é levado para fora da capital para um local secreto, sob forte proteção, onde permanece durante toda a noite.

Kiefer Sutherland na série Designated Survivor — Foto: Divulgação

Nos EUA, a linha de sucessão presidencial se estende por uma série de mais de uma dezena de nomes. A tradição de se escolher um sobrevivente designado teve início nos anos 1950 e remonta à Guerra Fria entre Estados Unidos e a então União Soviética.

Em caso de morte ou impedimento do presidente, quem assume é o vice-presidente – nos EUA, o vice também exerce o cargo de presidente do Senado, apesar de não ser um senador.

O número dois da linha sucessória é o Presidente da Câmara dos Deputados, seguido pelo presidente “pro tempore” do Senado (um senador escolhido pela Casa que assume a liderança desta em caso de ausência do vice-presidente).

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Em seguida, vêm os secretários do Executivo: primeiro o secretário de Estado, seguido pelo do Tesouro, da Defesa, Advogado-Geral, do Interior etc.

A identidade do sobrevivente designado só foi tornada pública a partir dos anos 1980. Desde então, o ranking mais alto a ser escolhido para a função foi o Advogado-Geral, sétimo na linha sucessória.

Miguel Cardona, no caso, ocupa atualmente a 15ª posição na lista. Isso acontece porque a secretária de Energia, Jennifer Graham, que está imediatamente acima dele, nasceu no Canadá e se naturalizou americana – apesar de cidadã dos EUA, ela não pode assumir a Presidência.




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Por: G1

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