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Venezuela prende Tareck El Aissami, ex-ministro do Petróleo de Nicolás Maduro

today9 de abril de 2024 9

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El Aissami, de 49 anos, também foi ministro do presidente Hugo Chávez, que antecedeu Maduro no poder.

Em março de 2023, quando ele estava no Ministério do Petróleo, o próprio Maduro deu ordem para investigar um esquema de corrupção envolvendo venda de petróleo por criptoativos na PDVSA (leia mais abaixo).

Nesse momento, El Aissami renunciou ao cargo e não apareceu mais em público e nem nas redes sociais.



Ele é acusado de traição, lavagem de dinheiro, conspiração e desvio de fundos públicos.

Segundo a acusação, El Aissami usou o dinheiro para reformar sua casa e enviou uma parte para bancos estrangeiros.

A venda de petróleo por meio de criptoativos foi uma aposta do governo chavista para tentar driblar as sanções financeiras impostas pelo governo americano contra a Venezuela.

No entanto, executivos da PDVSA fizeram operações ilegais e desviaram dinheiro da empresa. Eles começaram a ter controle direto do envio de petróleo cru e não depositavam o dinheiro das vendas no Banco Central do país. Além disso, também passaram a especular com o câmbio.

Segundo informações da imprensa venezuelana, houve um rombo de US$ 15 bilhões (cerca de R$ 75 bilhões, pela cotação atual).

A investigação judicial está acontecendo em etapas. Na primeira delas, há um ano, foram presos 61 funcionários, políticos e empresários do país.

Nesta terça-feira, além de Tareck El Aissami, foram presos também:

  • Simón Alejandro Zerpa, ex-ministro da Economia.
  • Samar José López, um empresário acusado de lavagem de dinheiro e capitais.

O procurador mostrou uma foto do momento de sua prisão: o ex-chefão do petróleo aparece algemado com camiseta e agasalho esportivo, escoltado por dois funcionários com o rosto coberto.

O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, afirmou que a participação direta do ex-vice-presidente foi revelada e por isso ele foi preso para ser acusado pelo Ministério Público.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

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