G1 Santos

Baixada em Pauta #140: Pesquisadora santista desenvolve vacina contra a malária e fala sobre a fuga de cientistas do Brasil

today22 de julho de 2023 10

Fundo
share close

Uma mulher, santista e cientista é responsável pelo desenvolvimento da pesquisa de uma vacina contra a malária, que, no Brasil, é uma doença endêmica [mais frequente] na região amazônica. Stefanie Lopes, vice-presidente de Pesquisa e Inovação da Friocruz Amazônia, falou sobre os avanços do imunizante, que está em fase de testes pré-clínicos — etapa anterior à aplicação em humanos.

A pesquisa pelo imunizante contra o parasita vivax, que é o mais comum no país, avança em parceria com a Universidade de Kanazawa, no Japão. “Eles desenvolveram uma formulação, que é essa vacina que estamos nos apoiando na testagem pré-clínica”.

Stefanie contou que os modelos usados pelos pesquisadores da universidade japonesa, inclusive, são usados nas vacinas contra a Covid-19. “É a abordagem de usar vírus como os carreadores do que é a vacina, do antígeno vacinal”.



“Eles trabalham com a malária falciparum que é a predominante na África [forma mais grave], e me convidaram para, em parceria, olharmos para a malária vivax que é a predominante na América, no Brasil e também no sudeste asiático”, relatou a pesquisadora.

Stefanie Lopes esteve no Japão apresentando os resultados parciais da pesquisa de vacina contra malária vívax — Foto: Divulgação/Fiocruz Amazônia

Durante o bate-papo, ela falou sobre a dificuldade de se fazer pesquisa no país sem recursos. “A gente sentiu um desfalque mesmo e uma até sabotagem com muita migração de cérebros (cientista). Diversos colegas meus foram para fora do país nesse processo (político de corte de investimentos) para continuar fazendo ciência porque sem recurso financeiro a ciência não caminha”.

Para ela, o país precisa mudar a postura para não virar “refém” de soluções vindas de fora do país. “A gente precisa desenvolver no país para ter autonomia. Pensamos que não, mas uma guerra na Ucrânia afeta, imensamente qualquer questão do país.

E continua: “Precisamos começar a pensar mais em ter essa autonomia. Acho que há um movimento e uma esperança de que isso passe a ser prioritário. E precisamos que a população entenda isso para lutar por isso também […] É a força popular que vai fazer a gente poder investir mais”.

As pessoas infectadas pelo parasita causador da malária são mais atraentes que os indivíduos saudáveis para os mosquitos vetores da doença — Foto: WIKIMEDIA COMMONS/CDC/JAMES GATHANY

Essa doença infecciosa é transmitida a partir da picada de mosquitos da família Anopheles, que são muito comuns em regiões tropicais e úmidas. Em algumas partes do Brasil, eles são conhecidos como mosquito prego.

O agente causador é protozoário Plasmodium e há cinco tipos diferentes dele. Os mais comuns são o falciparum, o vivax e o malariae.

O parasita causador da malária tem uma capacidade de mutação muito grande. E isso faz com que seja quase impossível desenvolver imunidade após a infecção.

Após entrar no organismo humano, esse parasita viaja pela corrente sanguínea e se instala nas células do fígado. Após um tempo de maturação, ele volta ao sangue e invade as células vermelhas (também conhecidas como hemácias).

Ao longo desse processo, as células hepáticas e sanguíneas são destruídas, o que provoca sintomas como febre alta, dor de cabeça, calafrios, dor no corpo e perda de apetite.

Na sequência, o mosquito Anopheles pica a pessoa com malária e suga o sangue infectado, criando novas cadeias de transmissão na comunidade.

O Relatório Mundial sobre Malária, da Organização Mundial de Saúde (OMS), estima que 241 milhões de pessoas foram diagnosticadas em 2020 e, aproximadamente, 627 mil perderam a suas vidas devido à doença. Já a Agência de Saúde Global (Unitaid) afirma que 70% dessas são crianças com menos de 5 anos.

Você confere essa história e muitas outras no bate-papo no podcast ou videocast do Baixada em Pauta. O acesso pode ser feito nesta matéria, na home do g1 Santos, nos aplicativos de áudios favoritos ou pelo Facebook. Basta curtir as páginas e nos seguir!

Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça.

Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia…

Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça – e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Santos.

Por: G1

Esta notícia é de propriedade do autor (citado na fonte), publicada em caráter informativo. O artigo 46, inciso I, visando a propagação da informação, faculta a reprodução na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos.

Avalie

Post anterior

guaruja-abre-concurso-publico-para-o-preenchimento-de-215-vagas

Prefeitura de Guarujá

Guarujá abre concurso público para o preenchimento de 215 vagas

As inscrições começam no dia 14 de agosto e poderão ser feitas até 14 de setembro, somente via internet A Prefeitura de Guarujá realizará concurso público para o preenchimento de 215 vagas e outras 4.096 disponibilizadas por cadastro de reserva, para 47 cargos. As inscrições começam no dia 14 de agosto e poderão ser feitas até 14 de setembro, somente via internet. A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Gestão […]

today22 de julho de 2023 14

Publicar comentários (0)

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.


0%