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Bandidos disfarçados de motoboys: delegado orienta como evitar assaltos e golpes no ‘crime da moda’; VÍDEO

today23 de julho de 2023 18

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Bandidos passaram a se disfarçar como entregadores, usando motocicletas e até ‘bags’ [mochilas onde guardam comidas] para assaltar no litoral de São Paulo. Por conta disso, o g1 entrou em contato com empresas de delivery, que citaram medidas para aumentar a segurança do cliente, e com um delegado, que apontou medidas para que podem ajudar a evitar crimes.

A prática é considerada como um dos ‘crimes da moda’ na visão do delegado Fabiano Barbeiro, da Delegacia do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santos. Embora as ocorrências não sejam quantificadas, conforme apurado pelo g1 junto à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o aumento dos casos é perceptível, segundo o agente.

“É muito mais fácil [para o criminoso] se ele tiver o ‘efeito surpresa’ a favor dele”, explicou o delegado. “Colocam a ‘bag’ nas costas para que a pessoa não fique tão em alerta. É uma estratégia dos criminosos, principalmente dos chamados criminosos habituais [que ‘vivem’ do crime]”.



Fabiano Barbeiro afirmou que o cidadão deve estar ‘alerta’ durante o contato com os supostos entregadores. Segundo ele, independentemente da situação, seja quando a pessoa vê um ‘motoboy’ passando pela rua ou quando ela pede um alimento por aplicativo, identificar a ‘bag’ não é o bastante.

“Gostaria muito de tranquilizar a população dizendo que é um caso isolado, mas não posso falar isso, muito pelo contrário. Tenho o dever de falar para as pessoas dobrarem a atenção“, disse.

Segundo delegado, criminosos usam ‘caracterização’ de entregador para surpreender vítimas na região — Foto: Reprodução

O agente afirmou que, nos casos dos pedidos por aplicativos, estabelecer medidas de segurança na residência podem ajudar. Ele citou prédios com dois portões na entrada, em que o entregador fica a uma porta de distância do cliente, passando o alimento por um espaço aberto, além de vigilantes armados e câmeras de monitoramento.

“Em uma casa, por exemplo, você já não tem um porteiro, mas pode criar o seu próprio sistema de segurança com uma abertura no portão”, comentou. “Podem parecer óbvias, mas são recomendações importantes”.

O delegado apontou, ainda, que para evitar abordagens nas ruas, o importante é se manter alerta para que não cair no ‘efeito surpresa’ do criminoso disfarçado de entregador.

O g1 entrou em contato com empresas do ramo e foi respondido pelo iFood e Rappi. O primeiro informou que, ainda em 2022, reforçou o uso da tecnologia para evitar situações do tipo.

O iFood anunciou ter assinado no ano passado acordos de cooperação com as Secretarias de Segurança Pública de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará. A tecnologia da empresa é disponibilizada para ajudar a polícia a fazer a verificação de quem é abordado em operações nos estados.

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Além disso, o iFood divulgou que, por meio de uma tecnologia chamada API (Application Programming Interface), é possível confirmar, por exemplo, se a pessoa está cadastrada para trabalhar na plataforma, podendo distinguir os trabalhadores reais de possíveis golpistas.

Quanto ao cadastro de entregadores, a companhia revelou utilizar o processo de verificação OCR, ou seja, uma tecnologia que permite checar se a foto do documento apresentado é mesmo da pessoa que está realizando o cadastro. “As informações pessoais dos entregadores também são validadas por meio de consulta em base de dados pública”, complementou.

“A empresa reafirma que esse tipo de conduta, que prejudica a imagem e o trabalho dos entregadores, não representa a categoria e não pode ser atribuída a esses profissionais”, divulgou o iFood.

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O Rappi, por sua vez, também repudiou os criminosos que se passam por entregadores para cometer crimes. A empresa ressaltou que, ao se conectar na plataforma, o entregador independente precisa fazer um reconhecimento facial em tempo real.

A companhia apontou que “todos os entregadores independentes que atuam em sua plataforma passam por processo formal e rigoroso de cadastramento”, o que inclui fotos, documentos pessoais e outros dados comprobatórios, além verificação de segurança a partir de fonte de dados públicos.

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