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Casa de Dona Celeste será último ponto de parada do corpo de Pele antes do sepultamento; conheça a mãe do Rei

today3 de janeiro de 2023 140

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Celeste Arantes do Nascimento, a mãe dele, porém, alcançou essa idade em 20 de novembro do ano passado, quando foi homenageada nas redes sociais do Atleta do Século 20. E é dela que Dico, apelido de menino de Pelé, vai se despedir.

A previsão de término do velório de Pelé na Vila Belmiro é 10 horas desta terça-feira (3). Depois, o corpo seguirá em cortejo pela Avenida Bernardino de Campos, o Canal 2, indo até a orla, e chegando até a Avenida Joaquim Montenegro, o Canal 6, na Ponta da Praia, perto de onde reside dona Celeste.

A rainha-mãe é mineira de Três Corações, onde também nasceu Pelé. Ou melhor, Edson. Também vieram ao mundo outros dois filhos: Jair, o Zoca, que também chegou a ser jogador de futebol no próprio Santos e morreu em 2020, aos 77 anos, e Maria Lúcia, responsável pelos cuidados com dona Celeste. Um deles, inclusive, era o de que ela não havia sido informada da morte do Rei.



Todos foram frutos do amor com João Ramos do Nascimento, o Dondinho, com quem foi casada até 1996, ano de seu falecimento. Ele era a inspiração direta do futuro de Pelé: o pai foi jogador de futebol. Dondinho chegou a fazer cinco gols de cabeça em uma só partida defendendo o Yuracan, de Itajubá (MG), na vitória por 6 a 3 sobre o Smart, em 1939.

O desejo de dona Celeste sempre foi que Pelé, ou melhor Dico, fosse um bom filho e uma boa pessoa. — Foto: Arquivo Pessoal

Apesar de passagens por Atlético/MG, Hepacaré, de Lorena (SP), Vasco de São Lourenço (MG) e Bauru Atlético Clube, a carreira do pai do Rei do Futebol não foi longeva em razão das contusões. E justamente por essa razão, além de não acreditar que o futebol fosse dar futuro, dona Celeste tinha resistência em ver o filho no mundo da bola, embora soubesse de sua inata vocação nas brincadeiras nas ruas. Chegou a impedir que o Bangu, do Rio de Janeiro, o contratasse.

Para convencê-la, foi necessário muito trabalho por parte de Dondinho e, mais ainda, Waldemar de Brito – este último atacante famoso nos anos 1930 e 1940, responsável por levá-lo para o Santos em 1956. A família só deixou Bauru, cidade do Interior de São Paulo, para morar em Santos oito anos depois, em 1964.

“Ele falava que não era fácil ficar longe, sofria de saudade da família. Mas que deveria continuar para conseguir chegar ao seu objetivo de vencer. Não queria voltar. Meu coração ficava apertado, mas eu tinha que apoiá-lo”, contou dona Celeste em entrevista para A Tribuna em 2012, obtida por intermédio da neta Danielle.

Dona Celeste, a mãe de Pelé e monarca de um reino muito especial — Foto: Nirley Sena/A Tribuna Jornal

O desejo de dona Celeste sempre foi que Pelé, ou melhor Dico, fosse um bom filho e uma boa pessoa, com um básico e fundamental conselho à tira-colo: que ele tivesse muita fé. Um sentimento que o Rei do Futebol carregou em seus 82 anos e levará para sempre nesta despedida para a eternidade.

Depois de passar pela residência da mãe de Pelé, o cortejo segue pela praia até a Avenida Pinheiro Machado, o Canal 1, rumo ao cemitério Memorial Necrópole Ecumênica, no bairro Marapé, para o sepultamento restrito aos familiares. Daqui a algum tempo, o mausoléu no primeiro andar do local, onde ficará o corpo do Rei do Futebol, será aberto para visitação.

Pelé morreu na quinta-feira (29), depois de um mês internado no Hospital Albert Einstein, na Capital. Ele tratava de um câncer no cólon.

O quadro sofreu agravamento no dia 21 de dezembro, quando o boletim médico indicava “progressão oncológica”, com necessidades de cuidados para as funções renais e cardíacas.

O velório do Rei do Futebol começou às 10h de segunda-feira (2), na Vila Belmiro, e deverá durar 24 horas. Em seguida, o corpo será sepultado em Santos após um cortejo.

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Por: G1

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