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Comeu fruta no pé ou caída da árvore? Saiba os riscos e como se proteger

today12 de janeiro de 2024 2

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A leptospirose, causada por bactérias do gênero leptospira, é geralmente transmitida pela urina de animais infectados, como roedores, e causou sérios danos em Roberto. Ele precisou passar por hemodiálise e foi informado que os órgãos tinham começado a falhar.

O nutricionista e coordenador do curso de Nutrição da Universidade Católica de Santos (UniSantos) Cezar Henrique de Azevedo explicou que o consumo de frutas, verduras e legumes sem higienização correta pode causar vários tipos de intoxicação, além da leptospirose.

Ele explicou que os alimentos podem ter tido contato com resíduo de urina ou de fezes de animais com a leptospira. “Quando a pessoa consome a fruta não higienizada, contrai essa bactéria, que pode causar desarranjos intestinais graves com náuseas, vômitos e diarreias”, disse.



Segundo o especialista, pesticidas agrícolas presentes nesses alimentos também podem causar intoxicação e até mesmo alergias. “Ainda mais se for consumida com casca”.

Perigo ao consumir do chão

Especialista falou sobre a importância de higienizar a casca das frutas, verduras e legumes (imagem ilustrativa) — Foto: Nilson Porcel/EPTV

Azevedo afirmou que não tem risco de consumir fruta diretamente do pé, desde que ela não tenha marcas de bicada ou perfurações, em especial a manga, pois roedores não sobem no pé de mangueira. “É uma fruta que cai com facilidade, eles não precisam ter o trabalho de subir porque já está no chão”.

O nutricionista ressaltou que é um problema pegá-las direto do chão e consumi-las sem higienização. “Muito provavelmente o rato no momento da refeição acabou urinando em cima de algumas ou em uma área e a manga caiu por cima“.

Azevedo explicou que a contaminação não passa para a fruta, mas permanece apenas na casca, que tem papel de proteger o interior do alimento.

“A gente sempre precisa fazer uma boa higienização para retirar sujeiras, pesticidas e, principalmente, resíduos fecais ou de urina”, disse.

Roberto com a esposa, Elizângela, e com a filha, Morenna Clara, no hospital em Santos (SP) — Foto: Arquivo pessoal

O especialista ressaltou que frutas, verduras e legumes devem ser lavados, primeiramente, com água corrente. “Você vai lavando, esfregando bem com uma escovinha, se possível, pois isso já ajuda a tirar todo resíduo que tem em cima da casca”.

Além disso, ele recomenda a utilização do hipoclorito de sódio. Caso a concentração seja de 1%, o ideal é diluir duas colheres de sopa em um litro de água, mas, se for de 2,5%, é necessário usar apenas uma colher em um litro.

“São medidas simples que as pessoas podem ter para que evitem qualquer contaminação. Vale lembrar que não é só para fruta que caiu no chão, mas aquela que se pega no pé. É importante higienizar, mesmo que o risco [de contaminação] seja muito difícil”, finalizou.

Roberto Luiz comeu a fruta em 7 de dezembro, às margens da Rodovia Washington Luís, quando fez uma parada na estrada durante a viagem. Ele voltava para Santos, no litoral de São Paulo, após entregar uma carga no interior paulista. Passados dois dias, já em casa, ele começou a sentir febre, dores musculares e a vomitar.

No dia 12, ele precisou voltar à estrada para levar nova carga ao interior do estado. A viagem foi feita em comboio com outros motoristas. Durante o percurso, o quadro piorou. As dores aumentaram e ele começou a vomitar na carreta. “Eu não me aguentava em pé”, contou Roberto, que precisou ser retirado do veículo por colegas de profissão.

O motorista foi levado a um hospital em Ilha Solteira (SP), perto de onde estava, onde foi medicado e liberado. Ao chegar em Santos, no mesmo dia 12, buscou ajuda na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Noroeste. Lá, ele passou por exames e o diagnosticaram com dengue.

Ele resolveu ir atrás de outra opinião na UPA da Zona Leste, na mesma cidade. Ao repetir os exames, os mesmos resultados. Sem respostas, os sintomas de Roberto pioraram com o passar dos dias. Ele teve febre alta e dores musculares.

“Meu caso começou a ficar muito grave. Porque eles [médicos] não estavam entendendo o que estava acontecendo. Eu [estava] com dor no corpo inteiro. Você não conseguia encostar em mim. É dor intensa o tempo todo”.

A Prefeitura de Santos informou que, após exames laboratoriais na UPA Zona Leste, foi realizada a hipótese diagnostica de dengue, infecção do trato urinário e insuficiência renal aguda, sendo solicitada internação e hidratação. Ele foi transferido em 16 de dezembro à Santa Casa após apresentar icterícia (ficar com a pele e olhos amarelados).

Roberto andando de skate e com a filha no Quebra-Mar de Santos (SP) — Foto: Arquivo pessoal




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Santos.

Por: G1

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