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Conselho de transição escolhe Garry Conille para voltar ao cargo de primeiro-ministro do Haiti

today28 de maio de 2024 7

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O conselho de transição aprovou por 6 a 1 a nomeação de Conille para assumir como primeiro-ministro interino, disse um membro à Reuters. Um membro do conselho disse à Associated Press que um dos membros não estava no país, por isso não votou.

“Após discussões no conselho de transição, após audiências com os candidatos a primeiro-ministro, o Dr. Garry Conille foi escolhido por consenso para liderar o governo durante este período de transição”, disse o líder do conselho, Edgard Leblanc, em publicação no X (antigo Twitter).

Agora, o conselho de transição, que detém alguns poderes presidenciais, e Leblanc, que atua como presidente interino, têm a tarefa de realizar eleições antes de 7 de fevereiro de 2026, conforme estipulado na Constituição do Haiti.



Com extenso currículo em desenvolvimento, Conille é diretor regional do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para a América Latina e o Caribe. O conselho de transição considera que sua figura seja crucial para reforçar o apoio internacional enquanto o Haiti se prepara para lançar uma missão de segurança apoiada pela ONU e liderada pelo Quênia, embora sua implantação tenha enfrentado obstáculos.

A nomeação de Conille segue a renúncia do primeiro-ministro Ariel Henry, em abril. Henry estava fora do país e não conseguiu voltar devido à insegurança na capital Porto Príncipe, tomada pelas gangues, que demandavam sua renúncia. Conille vai substituir Michel Patrick Boisvert, que estava no cargo interinamente.

Garry Conille terá a tarefa de combater a insegurança desenfreada no país, que viu as gangues expandiram seu alcance nos últimos meses. Mais de 360.000 pessoas estão deslocadas internamente no Haiti, de acordo com estimativas da ONU, principalmente da capital Porto Príncipe, devido ao conflito com os grupos armados.

Conille foi primeiro-ministro por apenas sete meses, renunciando em fevereiro de 2012 após perder o apoio de seu gabinete e entrar em confronto com o então presidente Michel Martelly.

Conille e Martelly se desentenderam sobre contratos de reconstrução após um terremoto mortal em 2010 e uma investigação parlamentar sobre políticos com dupla cidadania, o que é ilegal no Haiti.




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Por: G1

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