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Criança de 2 anos tem nervo lesionado durante injeção e agora ‘anda puxando a perna’, diz mãe

today6 de setembro de 2023 2

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Em nota, a prefeitura informou ter tido conhecimento da situação e que apura eventuais responsabilidades de profissionais. O menino, de acordo com a administração municipal, é acompanhado por uma equipe multidisciplinar do Centro de Recuperação de Paralisia Infantil (CRPI).

Laís da Silva Medeiros, de 22, contou ter levado o filho à UPA da Enseada por apresentar um quadro de vômito. Na unidade, o médico que os atendeu receitou uma injeção intramuscular de dramin. Ela lembrou que o menino chorou bastante durante e após a aplicação, mas dormiu.

Os problemas foram notados quando a criança acordou já puxando a perna para andar. A mãe afirmou que ele não conseguia firmar o pé no chão. “Fiquei em desespero”.



À reportagem, o neurocirurgião João Luís Cabral Júnior explicou que a fatalidade pode acontecer, se a injeção intramuscular não for aplicada no ponto certo. A fraqueza na perna, segundo ele, é uma sequela.

O profissional disse que por se tratar de uma criança a chance de regeneração é alta, mas será preciso fisioterapia, reabilitação, exercício e acompanhamento nutricional. (leia mais abaixo)

Criança de 2 anos perde força do movimento da perna após injeção atingir nervo

Criança de 2 anos perde força do movimento da perna após injeção atingir nervo

Assim que notou a fraqueza na perna do filho, Lais disse ter buscado ajuda. Mas, só depois de muito tempo é que o filho realizou o exame de eletroneuromiografia [avalia a função do sistema nervoso] de membros inferiores. A mãe contou que foi esse exame que detectou a lesão do nervo.

Depois disso começou a realizar os tratamentos. A fisioterapeuta, diz ela, resumiu a situação do filho ao afirmar que o menino deu um ‘jeitinho’ de andar mesmo com as limitações.

“Jogou a força de uma perna para a outra. Ele anda puxando a perna e os dedinhos dele estão bem encolhidos. Pegou no nervo que dá força para o pé”, disse.

Devido o trabalho que tem tido com o filho para que consiga recuperar o movimento da perna, a jovem perdeu o emprego. Segundo ela, apesar do sacrifício, o filho precisa de mais cuidados. Um deles da médica neurologista que o diagnosticou e disse que teria seis meses para se recuperar.

Já se passaram dois e ela criticou o fato de não ter conseguido passar pela profissional novamente. “Preciso de informações do tratamento com a neurologista que fez o exame, só que ela não deu satisfação. Passaram dois meses e vai faltar só quatro para [terminar] o prazo [dado para a recuperação]”, disse a mãe.

Com consulta agendada para o próximo mês, a mãe luta contra o tempo para reverter a situação. “Já demorou demais […]. Na escola, ele cai com frequência e tem dificuldade de acompanhar os amigos. […] tem vezes que não durmo pensando no tamanho do erro que fizeram com ele”.

Criança de 2 anos perdeu a força nos movimentos da perna após injeção no bumbum atingir nervo em Guarujá, SP — Foto: Arquivo Pessoal

O neurocirurgião João Luís Cabral Júnior explicou que quando é feita uma aplicação de medicamento intramuscular “pode acontecer de bater no nervo e machucar o tronco do ciático”, ainda mais se a criança é muito agitada, disse.

Segundo o neurologista, o nervo ciático é sensório-motor [provoca sensações e estímulos motores aos órgãos dos sentidos] e, quando machucado, deixa a perna mais fraca. Foi o que aconteceu no caso acima. “Uma fatalidade que pode acontecer, mas é inerente à profissão, não é uma coisa proposital”.

O especialista afirmou que por tratar-se de uma criança o prognóstico é melhor. “Está em formação, em crescimento. Então, esse nervo tem grande chance de regenerar”. No entanto, é necessário passar por fisioterapia, reabilitação, exercícios e acompanhamento nutricional.

“O nervo para se regenerar precisa de algumas vitaminas para ajudar na recomposição. Resumindo, não é um caso que se resolve cirurgicamente, é uma sequela”, disse.

O caso só é cirúrgico, segundo o neurologista, quando há a ruptura total do nervo, causando a paralisação total da perna, ausência de sensibilidade e parte motora. “Como é só essa parte motora leve, a tendência com o crescimento é melhorar com fisioterapia, reabilitação e a vigilância nutricional dessa criança”.

Família luta por rapidez em atendimento médico em Guarujá para tentar reverter situação do nervo dele — Foto: Arquivo Pessoal

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Por: G1

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