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De onde vem o que eu como: banana tem família e até coração

today22 de junho de 2022 431 2

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g1 refaz o caminho da fruta desde a feira em São Paulo até o lugar onde ela foi plantada: o Vale do Ribeira. Nessa jornada, entenda como a banana sai muito verde da fazenda e logo chega amarelinha até você: não é só o passar do tempo que conta.



De onde vem o que eu como: banana

De onde vem o que eu como: banana

A bananeira tem mais semelhanças com a gente do que se pode imaginar: ela tem família, coração e pode até “andar”.

Essas foram algumas das curiosidades que o g1 encontrou refazendo o caminho da banana partindo da feira, em São Paulo, até o local onde ela foi plantada, no Vale do Ribeira, no interior do estado. É a nova temporada da série quinzenal De onde vem o que eu como.

Confira a jornada no vídeo acima.

Mais curiosidades sobre a banana

Sem semente – quem gosta de comer banana sabe que ela não tem sementes. Mas, na realidade, antes de serem domesticadas, elas tinham. Porém, essa variedade da fruta, com sementes, não tem um consumo muito fácil, então as sem sementes foram sendo selecionadas ao longo dos séculos e hoje são maioria, explica Edson Nomura, pesquisador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Por isso, diferente de outras frutas, como a laranja, a banana não usa sementes para se reproduzir.

A família que ‘anda’ cada pé de bananeira, chamado de mãe, dá origem às filhas, que nascem das ramificações das suas gemas e se desenvolvem ao lado da planta originária. Ao longo das safras, conforme o processo se repete, a bananeira ativa pode estar até metros de distância de onde a primeira muda foi plantada. Por causa disso, os produtores consideram que a bananeira anda, diz o pesquisador. Entenda abaixo.

Entenda por que a plantação de bananas ‘caminha’ — Foto: Luisa Blanco/g1

‘Tragédia’ familiar – como em uma área de plantio não haverá apenas uma família de bananas, mas várias, há o risco de que estes grupos se encontrem. Caso uma bananeira seja cultivada muito próxima de outra, as duas acabam tendo que dividir recursos, como nutrientes e luz, o que atrapalha o desenvolvimento dos frutos, que não atingem seu potencial máximo, conta Nomura.

Bananeira mãe usada para adubo após ter sido cortada — Foto: Marcelo Brandt / g1

Para evitar isso, o fruticultor deve arrancar uma das duas bananeiras que estão nascendo próximas e manter outra filha em desenvolvimento, para que a direção da “caminhada” seja alterada.

Cada tipo, uma área – por causa dessa movimentação das plantas, o bananal precisa de espaço para uma boa produção. Cada espécie tem diferentes tamanhos, portanto cada uma precisa de áreas diferentes. Os pés da banana nanica, por exemplo, permitem a plantação de 1.800 a 2 mil plantas por hectare, enquanto os da prata, de 1.300 a 1.600 por hectare.

Leia também:

Cachos de bananas ensacadas no pé para proteger contra atacantes — Foto: Marcelo Brandt / g1

Coração da bananeira ainda no pé — Foto: Marcelo Brandt / g1

Trabalhador rural corta pedaços do caule da bananeira avó depois da colheita — Foto: Marcelo Brandt / g1

Trabalhadores rurais fazem a colheita da banana — Foto: Marcelo Brandt / g1

Após a colheita, cacho de bananas é carregado no ‘berço’ para proteção das frutas e do trabalhador rural — Foto: Marcelo Brandt / g1

Fibra da bananeira ainda no tronco após corte do caule — Foto: Marcelo Brandt/ g1

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Por: G1

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