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A retórica bélica é explícita: “vamos esmagá-lo e destruí-lo”, “derrotá-lo até a morte” e “o que havia em Gaza não existirá mais” são sentenças proferidas pelo primeiro-ministro e pelo ministro da Defesa, Yoav Gallant, desde sábado passado (7), quando o país foi surpreendido pelo maior ataque terrorista do Hamas, com 1.300 mortos do lado de Israel e 199 reféns.
Até que ponto é possível eliminar o Hamas, como promete o desgastado Netanyahu ao público israelense?
Nenhuma das quatro guerras anteriores em que Israel enfrentou o grupo islâmico em Gaza conseguiu alcançar tal objetivo.
Ainda que golpeado, o Hamas, que assumiu o controle da Faixa de Gaza em 2007, após a retirada israelense do território, conseguiu se reerguer após os quatro confrontos, alternando ciclos de violência com relativa calmaria.
Os comandantes mortos foram substituídos e outros chefes governam do exílio, como Ismail Haniyeh, Abu Marzouk e Khaled Meshaal, que se encontram no Catar, ou estão em Beirute e Istambul.
Pode-se argumentar que desta vez as circunstâncias são inéditas pela conjunção envolvendo humilhação e a tomada de reféns por terroristas em solo israelense. A convocação de 360 mil reservistas para retaliar o ataque do Hamas é a maior já registrada na História do país.
Israel partiu para a ofensiva sob a égide da revanche ao massacre de seus cidadãos pelo Hamas. Em apenas uma semana, a quinta guerra em Gaza nos últimos 18 anos já é considerada a mais letal para ambos os lados e atinge, sobretudo, os civis.
Um ataque por terra, com batalhas entre soldados e combatentes em áreas densamente povoadas, terá consequências ainda mais drásticas.
O grupo islâmico teve tempo suficiente para organizar um ataque em Israel e preparar-se na construção de um labirinto de túneis subterrâneos. Poderá usar civis palestinos e reféns israelenses para se defender da ação das tropas.
Ainda que a campanha militar derrote o Hamas, ao custo pesado de perdas de vidas, uma questão se impõe: o que Israel pretende fazer com o enclave arrasado?
O país se retirou unilateralmente da Faixa de Gaza em 2005, após desmantelar duas dezenas de colônias judaicas que ali existiam.
Reocupar e voltar a administrar o território, lar de mais de 2 milhões de palestinos, seria considerado um retrocesso em Israel. Permanecer em Gaza por tempo indeterminado seria dispendioso e não está nos objetivos das Forças de Defesa de Israel.
Por outro lado, a possibilidade de entregar o controle do enclave à inoperante Autoridade Palestina, como ocorreu entre 1994 e 2006, também parece inviável, e não tem o apoio da população de Gaza.
Netanyahu declarou publicamente o objetivo de desarmar e erradicar o Hamas, mas sinaliza não ter um plano estratégico para o pós-guerra.
Guerra em Gaza: especialistas apontam desafios de Israel no combate por terra contra o Hamas
Por: G1
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