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Eleições no Equador: quem é quem na disputa presidencial

today20 de agosto de 2023 10

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De acordo com o agregador de pesquisas da AS/COA, a candidata Luisa Gonzáles lidera as pesquisas, apesar de estar em queda. Jan Topic, o segundo colocado, ganhou embalo no último mês. A mais recente pesquisa, feita em 12 de agosto, ainda incluía o nome de Villavicencio. Veja os números a seguir após os

  • Luisa González: 24,9%
  • Jan Topic: 21,7%
  • Fernando Villavicencio: 14,5%
  • Não sabem: 10,2%
  • Brancos ou nulos: 9,5%
  • Otto Sonnenholzner: 8,2%
  • Yaku Pérez: 5,8%
  • Daniel Noboa: 3,3%
  • Xavier Hervas: 1,6%
  • Bolívar Armijos: 0,3%

Luisa González, canditada à presidência do Equador — Foto: REUTERS/Henry Romero



Advogada, tem 45 anos e prometeu restaurar os programas sociais implementados pelo ex-presidente Rafael Correa. Faz campanha relembrando as políticas populares de saúde e educação de Correa e afirma que planeja “recuperar a pátria”.

Jan Topic, candidato á presidência do Equador — Foto: REUTERS/Vicente Gaibor del Pin

É empresário, tem 40 anos e promete focar seus esforços como presidente na segurança, inspirado em Bukele de El Salvador. Defende usar tecnologia para combater o crime, não tem experiência política e tenta se distanciar de acusações de abusos aos direitos humanos de Bukele.

O candidato às eleições presidenciais no Equador, Otto Sonnenholzner — Foto: Vicente Gaibor del Pino

Empresário e economista de 40 anos, busca trazer “paz, dinheiro e progresso”. Sua passagem como vice-presidente do ex-presidente Lenin Moreno pode afetar sua imagem de um político que busca renovação. Afirma que suas prioridades são segurança, empregos por investimento privado e crescimento sustentável.

Yaku Pérez, candidato dos povos indígenas à presidência do Equador, em 3 de fevereiro de 2021 — Foto: Rodrigo Buendia/AFP

É ambientalista indígena, tem 54 anos e ficou em terceiro lugar na eleição de 2021. Tem como proposta o combate às mudanças climáticas e tornar a agricultura, não o petróleo, a base econômica do Equador. É contrário à exploração de petróleo na Amazônia e à mineração em florestas próximas e promete melhorar programas sociais e segurança.

Daniel Noboa, candidato à presidência do Equador, em agosto de 2023. — Foto: Reprodução/Instagram @danielnoboaok

Ex-deputado e empresário, tem 36 anos. Na Assembleia, foi presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, que tramitou diversos projetos de lei nas áreas econômica, tributária e de investimentos.

O candidato presidencial do Equador, Xavier Hervas, do partido Movimiento Reto, fala durante um debate presidencial, em Quito, Equador, 13 de agosto de 2023 — Foto: Conselho Nacional Eleitoral/Divulgação via REUTERS

Hervas é um empresário ligado ao setor agroindustrial. A campanha dele usa a sigla “SOS”, para “Segurança”, “Obras” e “Saúde”.

Bolívar Armijos, candidato à presidência do Equador — Foto: National Electoral Council/Handout via REUTERS

O candidato é presidente do Conselho Nacional de Governos Paroquiais do Equador, ligado ao meio rural.

Christian Zurita substituirá Fernando Villavicencio como candidato a presidência do Equador em chapa com a candidata a vice, Andrea Gonzalez — Foto: Henry Romero/Reuters

O nome de Villavicencio vai aparecer nas cédulas, mas os eleitores serão avisados que o voto será para Zurita.

Zurita é jornalista investigativo e tem 53 anos. Tem usado colete à prova de balas publicamente e diz que seu objetivo é “assumir a presidência para garantir que cada indivíduo volte para casa com segurança, para restaurar a liberdade de todos os cidadãos e libertar nossa pátria da influência de máfias e corruptos”.

Por que vai haver eleição agora?

As eleições presidenciais no Equador deveriam ocorrer apenas em 2025, mas foram antecipadas após Lasso, o atual presidente, convocar uma cláusula da Constituição e dissolver o Parlamento, em maio passado.

O artigo que dissolve o Legislativo, conhecido como “Morte Cruzada”, foi aplicado pela primeira vez no país em meio ao processo de impeachment instaurado contra Lasso, acusado de desvio de dinheiro — o que ele nega.

Pela lei da “Morte Cruzada”, ao dissolver o Parlamento, Lasso estava obrigado a convocar novas eleições presidenciais, que foram marcadas para 20 de agosto.

Lasso citou à época a grave crise política do Equador e a turbulência doméstica como razões para a medida. Ao jornal “The Washington Post”, o presidente disse que não participaria da disputa e que não se importava com quem seria seu sucessor.




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Por: G1

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