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Em resposta a promotor, Joe Biden diz que sua memória está boa, mas pouco depois chama líder do Egito de ‘presidente do México’

today9 de fevereiro de 2024 10

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Como promotor especial, Hur investigou Biden no caso dos documentos confidenciais do governo que ele levou para casa (veja mais sobre isso abaixo) e inocentou o presidente. Mas ao mesmo tempo afirmou que o líder dos EUA tem problemas de memória e que teria esquecido até mesmo a data em que seu filho, Beau Biden, morreu.

O presidente dos EUA disse várias vezes que não tem problemas de memória, como afirmou Hur em seu relatório. Biden ficou contrariado com o trecho sobre data da morte de seu filho Beau Biden.

“Ele (o promotor especial) falou que eu não lembrava que ano meu filho morreu. Como ele ousa dizer isso? Eu me lembro todos os dias de quando ele morreu. Todos os dias de memória fazemos uma cerimônia e eu me lembro de quando ele morreu”, afirmou Biden.



Quando o presidente dos EUA permitiu que fizessem perguntas, diversos jornalistas questionaram Biden a respeito de sua memória. Ele respondeu que a memória dele está bem, e que ele não precisa das recomendações do promotor especial. “Ele não sabe o que ele está falando”, afirmou Biden.

Um dos jornalistas insistiu na pergunta sobre a memória, e ele respondeu: “Minha memória é tão ruim que eu deixei você falar”.

Uma jornalista fez uma pergunta sobre a idade de Biden, e, em um tom mais duro do que o habitual, ele afirmou que a conclusão de que ele é muito velho era um “julgamento” da repórter.

“Eu sou a pessoa mais qualificada para ser presidente e acabar o trabalho que eu comecei”, afirmou Biden.

Pouco depois ele falou sobre as negociações de paz entre Israel e o grupo terrorista Hamas e, ao citar o presidente do Egito, o general Sisi, ele se confundiu e falou “o presidente do México, Sisi”.

Presidente dos EUA, Biden deu coletiva de imprensa para falar sobre sua memória e arquivamento de acusação de levar documentos sigilosos do governo para casa, em 8 de fevereiro de 2024. — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

Hur foi o encarregado de investigar Biden por ter levado documentos sigilosos para casa ao sair da vice-presidência do governo dos EUA, em 2017. Biden foi vice-presidente de Barack Obama durante dois mandatos consecutivos, de 2009 a 2012 e de 2012 a 2017. Quando ele deixou o posto, ele levou embora material sigiloso e não devolveu até que o caso foi descoberto. O promotor especial, no entanto, concluiu que a evidência não prova a culpa do atual presidente dos EUA.

No texto, Hur afirmou que Biden, que tem 81 anos, tem problemas de memória. Ele escreveu que a memória do presidente dos EUA estava “significativamente limitada” quando Biden deu entrevista para a equipe da promotoria especial.

“Nós consideramos que em um julgamento, Biden provavelmente se apresentaria aos jurados, como foi o caso na nossa entrevista, como um senhor de idade bem-intencionado, simpático e com uma memória fraca”, disse ele.

De acordo com o promotor, as conversas com Biden eram muito lentas, e que ele parecia ter dificuldade para se lembrar de eventos e também de ler suas próprias anotações.

Em uma entrevista no escritório da promotoria especial, ele não se lembrou de quando foi vice-presidente – em uma ocasião, ele se esqueceu qual foi a data do fim de seu mandato, e em outra, a do início.

Ele também teve dificuldade para se lembrar de quando seu filho Beau morreu (foi em 2015) e por que o debate sobre o Afeganistão foi importante para ele mesmo.

Biden também se confundiu em relação a um de seus aliados na era de Barack Obama no governo: ele afirmou que ele e o general Karl Eikenberry eram adversários políticos, mas na verdade os dois foram parceiros.

Joe Biden durante entrevista — Foto: REUTERS

Repercussão na Câmara dos Deputados

Após a divulgação do relatório, o líder republicano na Câmara dos Deputados, Mike Johnson, afirmou que Joe Biden é “inapto” para ser presidente.

“Um homem tão incapaz de prestar contas pela manipulação indevida de informações confidenciais certamente não é adequado para o Salão Oval”, avaliou Mike Johnson, um aliado de Donald Trump, provável adversário de Biden nas eleições presidenciais de novembro.

Outros problemas de memória

Na noite de quarta-feira (7), Biden erroneamente a uma conversa que teve com Angela Merkel em 2021 como tendo ocorrido com o falecido chanceler alemão Helmut Kohl, que morreu em 2017, sua segunda confusão nesta semana.

Em uma recepção em Nova York que arrecadou dinheiro para sua candidatura à reeleição, Biden, de 81 anos, citou Kohl em vez de Merkel, que estava no poder na época da conversa relatada, a cúpula do G7 em 2021.

A referência ocorreu quando Biden estava falando sobre o ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio dos EUA por partidários do então presidente Donald Trump, que está concorrendo à indicação presidencial republicana este ano.

“Quando fui eleito presidente, fui a uma reunião do G7 com os sete chefes de Estado da Europa e da Grã-Bretanha. Sentei-me e disse: “Bem, os Estados Unidos estão de volta”, e o presidente da França olhou para mim e perguntou: “Por quanto tempo?” Nunca pensei nisso dessa forma”, disse Biden.

“Então Helmut Kohl, da Alemanha, olhou para mim e disse: ‘O que o senhor diria, sr. presidente, se pegasse o London Times amanhã de manhã e soubesse que mil pessoas haviam arrombado as portas do Parlamento britânico e matado algumas [pessoas] pelo caminho'”, disse Biden.

A Casa Branca não fez nenhum comentário imediato sobre a confusão.

No início desta semana, ao falar sobre a cúpula do G7 de 2021, Biden confundiu o presidente francês, Emmanuel Macron, com o falecido François Mitterrand, que esteve no poder de 1981 a 1995 e morreu em 1996.

Trump, de 77 anos, também identificou pessoas erroneamente, recentemente confundindo a oponente republicana Nikki Haley com Nancy Pelosi, a democrata da Califórnia que foi presidente da Câmara dos Deputados quando ele estava no poder.




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Por: G1

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