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Embaixadores de 40 países na ONU pedem liberação de jornalista dos EUA preso na Rússia; Brasil não assina o documento

today17 de abril de 2023 6

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Representantes dos Estados Unidos e de outros 40 países na Organização das Nações Unidas (ONU) assinaram um documento nesta segunda-feira (17) no qual afirmam estarem preocupados com a prisão do jornalista Evan Gershkovich, do “Wall Street Journal”, que foi detido no dia 30 de março e acusado de espionagem.

O Brasil não está no grupo de países que assinaram o documento. Os representantes do Brasil na ONU foram questionados sobre o porquê de não terem endossado o texto, mas ainda não responderam.

No texto, os representantes dos países também se manifestaram contra a intimidação que o governo russo exerce sobre a mídia.



No comunicado os embaixadores dos 40 países na ONU também pediram às autoridades da Rússia que libertem “aqueles que detêm por motivos políticos e acabem com a repressão draconiana à liberdade de expressão, incluindo contra membros da mídia”.

Evan Gershkovich (em foto de 2021) é repórter do escritório de Moscou do ‘Wall Street Journal’ desde janeiro de 2022 — Foto: DIMITAR DILKOFF/AFP

Evan Gershkovich está “bem de saúde”, disse a embaixadora americana Lynne Tracy, depois de visitá-lo pela primeira vez em seu centro de detenção.

“Visitei Evan Gershkovich do Wall Street Journal na prisão de Lefortovo, e ele está bem de saúde e continua forte”, disse a diplomata.

“Esta é a primeira vez que temos permissão para vê-lo desde sua detenção injustificada há mais de duas semanas”, afirmou Tracy.

A diplomata voltou a pedir a libertação do jornalista americano, na véspera do julgamento do recurso à sua detenção provisória.

Gershkovich, correspondente em Moscou do Wall Street Journal, foi preso em 30 de março enquanto fazia uma reportagem na cidade de Yekaterinburg.

As autoridades o acusam de coletar informações sobre a indústria de defesa.

O repórter, o jornal para o qual trabalha e o governo dos EUA rejeitam as acusações de espionagem, que podem levar a 20 anos de prisão.

É a primeira vez que um jornalista estrangeiro é detido na Rússia sob tais acusações desde a era soviética.

Segundo analistas, ele poderia ser usado por Moscou em uma futura troca de prisioneiros com Washington.

A data de seu julgamento ainda não foi divulgada.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

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