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Entenda o que se sabe sobre o caso da professora que foi demitida após beijar aluno

today25 de novembro de 2023 1

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A docente trabalhava na escola municipal Vereador Felipe Avelino Moraes. O caso foi denunciado à diretoria pela mãe da aluna que recebeu a confissão. Quando a responsável pela adolescente abriu a conversa com a professora no WhatsApp, leu a mensagem que a educadora contava sobre a relação com o estudante, o desejo de “transar com ele” e o convite à filha dela para fumar cigarro eletrônico.

A denúncia gerou revolta em estudantes, que agrediram um aluno. Os agressores acharam, erroneamente, que o menino havia denunciado a educadora para diretoria. O garoto é o melhor amigo da aluna que trocava mensagens com a docente.

Entenda o que se sabe sobre o caso a partir dos seguintes pontos:



1. Professora admite ter beijado aluno

Professora de Praia Grande (SP) confessou que beijou um aluno e que teria interesse em ter relações sexuais com ele — Foto: Reprodução

2. Estudante é convidada pela professora para fumar

A mãe contou que não sabe quantas vezes a filha foi convidada a fumar pela professora, pois a adolescente costumava ir a praça com amigos. ”Digamos que estava aliciando a minha filha, porque na mensagem ela fala: ‘eu banco, eu compro’”.

Professora convidou adolescente para fumar cigarro eletrônico — Foto: Reprodução e arquivo pessoal

3. Mãe de aluna denuncia professora à diretoria

A mãe do melhor amigo da menina que recebeu as mensagens da professora contou à reportagem que a diretora da escola permitiu que a professora tivesse acesso ao nome da autora da denúncia, o que desencadeou as ameaças e a agressão. (entenda nos tópicos 5 e 6).

De acordo com a mãe do aluno, horas após a professora ter sido denunciada, o filho dela e a amiga foram cercados por sete alunos, sendo um deles o adolescente que teria sido beijado pela professora. A dupla conseguiu correr para dentro da escola.

Vídeo mostra menino acusado de ter dedurado professora por beijar aluno sendo agredido

Vídeo mostra menino acusado de ter dedurado professora por beijar aluno sendo agredido

6. Estudante é agredido e fica internado

O adolescente foi jogado no chão e agredido com chutes e socos. O trio só parou de bater quando uma vizinha entrou no meio da confusão. O menino foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) com ferimentos na boca.

Três dias depois, o adolescente começou a sentir dores abdominais e foi levado pela mãe ao hospital. De acordo com a mãe do jovem, foi constatado um hematoma interno causado pelas agressões. O jovem que foi espancado recebeu alta médica após ficar cinco dias internado.

Aluno é agredido por colegas após ser acusado de denunciar professora que beijou adolescente — Foto: Reprodução

7. Saiba os crimes que podem ser atribuídos a professora

  • Estupro de vulnerável: Não corresponde. “Só se configura se ocorrer ato libidinoso ou relação sexual com menor de 14 anos, o que não teria ocorrido já que o aluno tem 14 anos”, disse o advogado.
  • Importunação sexual: Não corresponde. Segundo Ariel, o crime não teria ocorrido, pois houve consentimento do adolescente.
  • Assédio sexual: Pode ser investigado. De acordo com o especialista, a ocorrência deste crime pode ser apurada caso a mulher tenha utilizado cargo e função para assediar o aluno.

O advogado afirmou que cabe apuração de assédio sexual no âmbito administrativo, por parte da Seduc. Ele explicou que, se o estudante que começou os contatos como forma de “paquera”, o crime de assédio pode não ser configurado.

8. Delegado explica as linhas de investigação

Segundo o delegado, a professora de artes só responderá criminalmente se o estudante afirmar à Polícia Civil que foi coagido, ameaçado ou violentado. Todos os envolvidos serão intimados e devem prestar esclarecimentos na próxima semana.

Em relação às agressões contra o adolescente, um inquérito policial de ameaça e lesão corporal foi instaurado. Posteriormente, o caso será encaminhado para o MP da Infância e da Juventude.

Delegado Rodrigo Martins Iotti informou que professora só responderá criminalmente se estudante disser que foi coagido, ameaçado ou violentado — Foto: Arquivo pessoal e g1 Santos

A conselheira tutelar de Praia Grande (SP), Sueli Agrela, informou à reportagem que o caso demorou para chegar ao órgão. Mas, assim que os conselheiros tiveram conhecimento, começaram a tomar as providências.

De acordo com ela, o órgão prestará apoio psicológico aos adolescentes envolvidos e pretende promover palestras de conscientização na unidade de ensino.

10. Especialista avalia conduta da professora

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Por: G1

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