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Entenda por que depois de 15 dias após incêndio no Havaí ainda há 850 desaparecidos

today23 de agosto de 2023 13

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No dia 8 de agosto, um incêndio atingiu a cidade de Lahaina, na ilha de Maui, no estado do Havaí, nos Estados Unidos e, passados 15 dias, ainda há 850 pessoas desaparecidas, de acordo com o prefeito Richar Bissen, do condado de Maui.

O número é uma estimativa, mas o FBI e a Cruz vermelha fizeram uma lista com os nomes, que já foi bem maior –nos dias logo depois do incêndio, o número de desaparecidos era de cerca de 2.000. De acordo com a mídia dos EUA, uma parte das pessoas dessa lista não deram notícias a ninguém de seu destino porque são turistas e voltaram para casa ou moradores de rua que não têm uma grande lista de contatos e são mais difíceis de serem localizados.

Segundo a agência de emergências do Havaí, como a infraestrutura de comunicação foi atingida pelo fogo, o trabalho de encontrar pessoas fica mais complexo.



O serviço de telefonia móvel voltou a funcionar nos locais atingidos, e isso facilitou encontrar cerca de 1.200 pessoas.

Até a terça-feira (22) foram confirmadas 114 mortes, mas entre esses há muitos que não foram identificados.

Foi montado um necrotério temporário na ilha de Maui onde trabalha um grupo de patologistas, técnicos de aparelhos de raio-x, especialistas em identificação de digitais e dentistas forenses.

O governo dos EUA tem 10 equipes desses profissionais que são acionados quando há um desastre. Esses grupos são chamados de Time de Resposta Operacional em Desastres Fúnebres (Dmort, na sigla em inglês).

Parte dos corpos encontrados queimados não foi identificada, e os profissionais tentam fazer isso com o material que têm.

A histórica Igreja Waiola, em Lahaina, em chamas na terça-feira, 8 de agosto de 2023, em Lahaina, Havaí. — Foto: Matthew Thayer/The Maui News via AP

A equipe é considerada experiente, mas a identificação é especialmente difícil –em alguns casos o fogo consumiu quase todos os restos mortais.

O trabalho é dividido em duas partes (os nomes são em latim): “post-mortem”, que consiste em analisar restos mortais, e “antemortem”, que é juntar informações de parentes de pessoas desaparecidas.

As equipes de resgate no local levam restos mortais todos os dias para o necrotério temporário.

Esses restos passam por diversos exames. Os especialistas tentam descobrir se DNA encontrado nesse material é compatível com o de parentes que estão em busca de desaparecidos.

As vítimas de incêndios são especialmente difíceis de serem identificadas, porque muitas não têm mais material de DNA para ser examinado e nem arcada dentária.

O incêndio em Maui é um “desastre em aberto”, porque não se sabe o número de vítimas e não há, de antemão, informações sobre as identidades (como haveria em um desastre com um avião, por exemplo).




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

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