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Ex-promotor que matou jovem a tiros é condenado a 9 anos de prisão no litoral de SP

today4 de junho de 2024 1

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O crime ocorreu em 30 de dezembro de 2004 no fim de um luau na Praia da Riviera de São Lourenço. Schoedl foi preso em flagrante por atirar contra dois jovens, de 20. Felipe Cunha de Souza sobreviveu, mas Diego Mendes Mondanez morreu após ser socorrido.

Pelo cargo que ocupava, ele teve direito de ser julgado em 2008 pelos desembargadores do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP). O réu foi absolvido por unanimidade, mas foi exonerado do cargo de promotor em 2018 e perdeu o direito ao foro especial. Por isso, o primeiro julgamento foi anulado.

O júri popular, formado por sete jurados, durou mais de dez horas no Fórum de Bertioga na segunda-feira (3). Ao todo, 15 testemunhas foram ouvidas. Na audiência, Schoedl alegou que, na época dos fatos, andava armado porque sofria perseguições pelo cargo que exercia.



Segundo o depoimento, ele estava andando com a namorada na noite do crime, quando foi cercado por um grupo de jovens e anunciou que estava armado. De acordo com o ex-promotor, ele atirou para baixo e para cima e, com as provocações do grupo, atirou contra os jovens em legítima defesa.

O Conselho de Sentença condenou Schoedl a seis anos de reclusão pelo homicídio de Diego e três anos pela tentativa de homicídio contra Felipe. A pena totalizou nove anos de prisão, que deve ser cumprida inicialmente em regime fechado.

Ao g1, um dos advogados do ex-promotor, Diego Renoldi Quaresma de Oliveira, afirmou que a defesa irá recorrer da decisão dada pelo Conselho de Sentença.

Diego Mendes Mondanez (à esquerda) morreu e Felipe Cunha de Souza (à direita) ficou ferido após serem atingidos em Bertioga (SP) — Foto: Reprodução/TV Tribuna e Reprodução/TV Globo

Em 30 de dezembro de 2004, o ex-promotor saiu de uma festa na Riviera de São Lourenço acompanhado da namorada, Mariana Ozores Bartoletti, quando passou por quatro jovens, entre eles as duas vítimas. À época, o ex-promotor alegou que um dos jovens teria mexido com a namorada dele.

Uma discussão começou e Schoedl teria sacado uma pistola Taurus, calibre 380, e disparado na direção das quatro pessoas. Os disparos atingiram Diego Mendes Modanez, que morreu, e Felipe Siqueira Cunha de Souza, que sobreviveu.

A defesa do ex-promotor cita que no grupo de pessoas que provocaram a namorada de Schoedl estavam mais de 10 pessoas “de alta estatura, integrantes de um time de basquete”. Disse ainda que os disparos não foram direcionados à turma, mas que foram tiros de “advertência”.

Ainda de acordo com o advogado que representa o ex-promotor, os tiros contra Diego e Felipe só foram efetuados quando o cliente não tinha mais como se defender, no momento em que estariam tentando tomar a arma dele, enquanto o agrediam com a namorada.

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Por: G1

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