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Gabriel Colombo, do PCB, diz que dará fim a privatizações e propõe desmilitarização da PM

today31 de agosto de 2022 23

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Candidato do PCB ao governo de São Paulo, Gabriel Colombo foi o quinto a ser entrevistado na série do g1, que teve início em 22 de agosto. Ao repórter Walace Lara, disse ser a favor do fim das emendas parlamentares. Segundo Colombo, os recursos servem para criar “currais eleitorais” para muitos dos parlamentares e não necessariamente atendem às demandas urgentes da população.

Segundo ele, sua candidatura é a representação de uma proposta radical e popular da esquerda socialista.

Durante a entrevista, o candidato também criticou as concessões e privatizações e destacou que seu plano de governo prevê a desmilitarização da polícia no estado (veja mais abaixo).

Tarcísio de Freitas (Republicanos), Fernando Haddad (PT) e Rodrigo Garcia (PSDB) tiveram 6% ou mais na pesquisa Ipec de 15 de agosto e, por isso, foram entrevistados ao vivo por Alan Severiano, apresentador do SP1, direto do estúdio do g1, em São Paulo.

Além de Colombo, Carol Vigliar (UP), Altino Júnior (PSTU), Antonio Jorge (DC), Vinicius Poit (Novo), Elvis Cezar (PDT) e Edson Dorta (PCO), demais postulantes ao Palácio dos Bandeirantes, participaram de entrevistas gravadas que serão exibidas de 29/8 a 6/9.



OUTRAS ENTREVISTAS

O candidato do PCB ao governo do estado de SP, Gabriel Colombo, durante entrevista no g1 — Foto: Celso Tavares/g1

Colombo afirmou que a coesão entre Executivo e Legislativo é “danosa para os interesses populares”.

Questionado sobre como pretende dialogar com a Assembleia Legislativa para aprovar seus projetos com uma candidatura independente, o candidato disse que apostará na mobilização da sociedade.

“Uma questão é a Assembleia Legislativa fechada votando as pautas do governo, outra coisa é a classe trabalhadora e a juventude organizada, pautando essas questões e exigindo. Todas as transformações históricas, conquistas de direitos que nós temos foram fruto de mobilização e luta popular.”

Fim de concessões e privatizações

O candidatou diz ser a favor do fim de concessões para a iniciativa privada, citando como exemplo as falhas constantes nas Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, que são administradas pela ViaMobilidade.

“Na questão do transporte, tem predominado a dinâmica de concessões para a iniciativa privada que almeja o lucro com as linhas 8 e 9 da CPTM, recentemente concedidas para a ViaMobilidade, que ganhou, inclusive, o apelido popular de ‘via calamidade’.”

A concessionária assumiu as linhas no fim de janeiro, depois de seis meses de transição da operação e de treinamentos junto com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

A Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo (STM) já multou em ao menos duas oportunidades a ViaMobilidade, num total de R$ 7,9 milhões, em razão de descumprimentos de procedimentos operacionais e da interrupção da prestação do serviço.

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O candidato também afirmou ser contra as emendas parlamentares – recursos do Orçamento que deputados e senadores podem determinar onde serão aplicados. Geralmente, as verbas são repassadas para obras e projetos nos estados de origem dos congressistas.

“As emendas hoje servem para criar currais eleitorais para muitos dos parlamentares, seja na Assembleia Legislativa, seja no Congresso Nacional e que, em última instância, não estão necessariamente atendendo as demandas urgentes da população.”

“A dinâmica é o dinheiro público ser utilizado para os fins públicos, inclusive decidido a partir de conselhos populares em diversas instâncias, em diversos espaços, desde o estado regionais, nos municípios, nas empresas públicas que definam a prioridade dos investimentos.”

Desestatização de hospitais

Gabriel Colombo prometeu ampliar o investimento na área da saúde e defendeu que todo recurso público deve ser investido em saúde pública. O candidato avalia de forma negativa a dinâmica de destinar recursos públicos para a complementação de serviços nos hospitais privados e filantrópicos.

Colombo ainda criticou a Organizações Sociais (OSs) que administram unidades públicas de saúde na cidade e no estado de São Paulo, e dise que pretende romper as contratações com as entidades do terceiro setor.

Colombo destacou quais acredita ser as principais políticas de segurança pública que precisam ser feitas no estado. A primeira, segundo ele, seria o enfrentamento da desigualdade social, com a geração de emprego, a garantia de acesso à educação, à saúde, ao lazer e à cultura.

“A gente tem uma desigualdade social muito elevada e isso se apresenta inclusive nos números da segurança pública. Partindo do emprego, 34% dos jovens negros do estado de São Paulo estão desempregados, e eles são as principais vítimas dos homicídios praticados pela Polícia Militar e o principal grupo das pessoas encarceradas no estado de São Paulo. Entre os presos provisórios estão na casa de quase 100 mil, ou seja, estão com restrição de liberdade e encarcerados sem terem ido a julgamento.”

A segunda proposta de governo do candidato prevê a desmilitarização da polícia.

“A resposta da segurança pública nos últimos 30 anos tem sido militarização, violência policial, equipamentos para a polícia. Ninguém se sente mais seguro.”

“A política de segurança pública também é muito movida por uma dinâmica chamada de guerra às drogas que a partir da criminalização das drogas promove uma guerra aos pobres, porque provoca a violência, o encarceramento em massa e o extermínio, sobretudo da juventude negra nas periferias do estado de São Paulo.”




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Santos.

Por: G1

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