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‘Gerente do tráfico’ nos morros de Santos é condenado a seis anos de prisão; entenda

today21 de maio de 2024 7

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Renato da Costa Menezes, conhecido como ‘Gordinho da Unidos’, foi condenado a seis anos de prisão por organização criminosa e posse ilegal de armas de fogo. Segundo apurado pelo g1, Renato da Costa Menezes é acusado de atuar como ‘gerente do tráfico’ do Primeiro Comando da Capital (PCC) nos morros de Santos, no litoral de São Paulo.

O homem integra a diretoria financeira de uma escola de samba da cidade. Ele está preso desde o dia 27 de dezembro do ano passado, quando a Polícia Civil encontrou armas e outros objetos usados no tráfico na casa dele, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão no Morro São Bento.

A juíza Elizabeth Lopes de Freitas, da 4ª Vara Criminal de Santos, acatou a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e definiu seis anos de reclusão em regime semiaberto, um ano de detenção e pagamento de 20 dias-multa.



De acordo com o MP-SP, as investigações apontaram que ‘Gordinho da Unidos’ tinha responsabilidade de cobrar dívidas de tráfico de drogas nos morros e ostentava armas de fogo de longo calibre nos bailes.

Segundo a denúncia, a casa de Renato fica em um ponto estratégico do Morro São Bento e possui câmeras de monitoramento para captar a movimentação ao redor. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os policiais foram notados pelo denunciado que recebia informações de alerta da presença da polícia por meio dos rádios comunicadores.

No sofá da sala, os policiais encontraram uma pistola, com identificação suprimida e seletor de rajada com carregador. Além disso, outro carregador estava escondido sob o colchão do quarto de Renato. A equipe policial ainda apreendeu anotações manuscritas, notebook, máquina de cartão, balança de precisão, máquina de choque e duas toucas-ninja, além de uma espingarda calibre 12mm.

A defesa dele protocolou recurso de apelação contra a condenação no último dia 13 de maio. Ao g1, o advogado Eduardo Jorge explicou que a justificativa é falta de fundamentação da juíza. “Não houve uma investigação bem feita para que alcançasse a condenação na organização criminosa”, afirmou.

Segundo Jorge, os aparelhos eletrônicos localizados não tinham nada sobre crimes, mas sobre os trabalhos dele em duas empresas, sendo uma portuária. “Exerce uma função de vistoriador de contêiner no cais, inclusive utilizando as máscaras contra o frio. Utiliza o rádio comunicador também no porto e na escola de samba para se comunicar em dia dos ensaios carnavalescos”.

Ainda segundo o advogado, a defesa também pretende solicitar a progressão da pena ao regime aberto. Conforme apurado pelo g1, o MP-SP apresentou as contrarrazões de apelação e a defesa aguarda o novo posicionamento da Justiça. “Está com o relator que irá julgar. Acredito que em dois meses a gente já tenha algum retorno”, explicou Jorge.

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Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Santos.

Por: G1

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