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Gustavo Petro, da Colômbia, e Nicolás Maduro, da Venezuela, se encontram e assinam acordo comercial

today16 de fevereiro de 2023 5

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O acordo ainda é uma versão inicial sobre as regras comerciais entre os dois países. Deverão ser estabelecidos:

  • Procedimentos para estabelecer alíquotas de impostos preferencial;
  • Normas sanitárias;
  • Mecanismo de solução de discordâncias;
  • Propostas para aumentar o intercâmbio de bens e serviços.

Há mais de dez anos, um acordo comercial foi firmado entre os dois países, mas os termos foram suspensos.

O documento assinado hoje é um “acordo parcial, que é mais um passo rumo à integração, que a meu ver nunca deveria ter sido suspensa”, disse Petro na ponte Atanasio Girardot, inaugurada em 1º de janeiro, quase sete anos após a conclusão das obras. “Ainda há muito a fazer”, disse ele.



A ponte, conhecida como Tienditas e que custou US$ 32 milhões, foi financiada pelos dois países para agilizar o tráfego de veículos, saturada nas duas primeiras pontes binacionais que ligam o departamento de Norte de Santander, na Colômbia, ao estado venezuelano de Táchira, cerca de 750 quilômetros a oeste de Caracas.

Maduro disse que o instrumento legal coloca os dois países no “caminho do trabalho, da produtividade e do crescimento econômico e comercial”.

Maduro também disse, sem dar detalhes, que o acordo também lança as bases para a criação de uma Zona Econômica Especial entre Venezuela e Colômbia.

Com a chegada ao poder de Petro —o primeiro presidente de esquerda na Colômbia— em agosto de 2022, as relações diplomáticas e comerciais com Caracas foram restabelecidas. Seu antecessor Iván Duque (2018-2022) chamou Nicolás Maduro de “ditador”.

A Colômbia fez parte do bloco de 50 países que chegou a reconhecer o líder da oposição Juan Guaidó, que em 2019 se declarou presidente interino ao ocupar o cargo de chefe da Assembleia Nacional, argumentando que Maduro havia sido reeleito em 2018 em eleições fraudulentas.

O apoio internacional a Guaidó diminuiu significativamente ao longo dos anos, e até mesmo seus ex-aliados da oposição na Assembleia extinguiram a figura do governo interino em dezembro.

O comércio bilateral foi retomado em setembro passado, quando foi aberta a passagem de veículos de carga pelas pontes Simón Bolívar e Francisco de Paula Santander; mas o comércio não ganhou força, em parte devido à ausência de um documento legal para acompanhar a reativação das relações.

Com a abertura da terceira ponte, os países fizeram um acordo sobre a passagem de transporte internacional de cargas e passageiros, apesar de este último ter sido inicialmente adiado.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

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