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Há 5 anos, associação disse que submarino passaria por catástrofe, mas diretor da empresa não mudou os planos, diz jornal

today20 de junho de 2023 23

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Em 2018, a Sociedade de Tecnologia Marinha, uma associação de empresas, escreveu uma carta ao diretor-executivo da OceanGate, Stockton Rush, em que se afirmava que o desenvolvimento e o marketing do submarino turístico Titan eram preocupantes.

Segundo o “New York Times”, que publicou a reportagem sobre a Sociedade de Tecnologia Marinha, mais de 30 pessoas, incluindo oceanógrafos, executivos de empresas de embarcações submersíveis e exploradores de águas profundas, assinaram a carta.

O texto afirmava que o submarino turístico Titan poderia ter problemas catastróficos.



No último domingo (18), o submarino sumiu no meio de uma expedição turística até os destroços do Titanic com cinco pessoas dentro dele. Os Estados Unidos, o Canadá e a França mobilizaram forças para tentar localizar e resgatar o submersível.

Segundo a carta, a estratégia da OceanGate de construir um submersível de expedição em águas profundas sem seguir as diretrizes de segurança de classificação era motivo de preocupação.

A carta também dizia que a OceanGate estava divulgando informações enganosas ao afirmar que o Titan atenderia os padrões de segurança da DNV, uma agência de avaliação de riscos –a empresa, aliás, nem mesmo tinha planos para submeter o Titan à avaliação dessa agência.

Veja como funciona o submarino que levava turistas para ver destroços do Titanic

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Resposta do executivo: a inovação não pode ser limitada

Stockton Rush, o diretor-executivo da OceanGate, entrou em contato com o presidente da Sociedade de Tecnologia Marinha. Na conversa, ele afirmou o seguinte:]

  • As regulamentações limitam a inovação.
  • O Titan era inovador e poderia levar anos para obter a certificação das principais agências de avaliação.

Mais recentemente, a OceanGate mencionou problemas técnicos com o Titan em um documento judicial. Durante a primeira descida ao Titanic, o submersível enfrentou um problema na bateria e precisou ser conectado manualmente à sua plataforma de elevação. Isso resultou em danos moderados na estrutura externa do submersível, e a OceanGate teve que cancelar a missão para realizar os reparos necessários.

Apesar desses contratempos, a OceanGate afirmou que, em 2022, 28 pessoas conseguiram visitar os destroços do Titanic a bordo do Titan.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

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