Um morador de Itanhaém, no litoral de São Paulo, espera há um ano e cinco meses o reembolso de uma viagem para João Pessoa, na Paraíba. Ao g1, nesta quinta-feira (1), o aposentado João Bosco de Oliveira, de 66 anos, contou que precisou cancelar o passeio após o término de um namoro. A viagem foi contratada na CVC Brasil, por meio da Izar Turismo, de Mongaguá (SP).
“Como nós não demos certo, o que eu pensei? Por que eu vou se eu não tenho ela? Ou se eu for sem ela, eu tenho que pagar um valor a mais. Aí eu decidi cancelar a minha viagem e, infelizmente, começou o inferno”, iniciou.
Imagens obtidas pelo g1 mostram o proprietário da Izar Turismo, Antônio Sérgio, informando o fim da parceria com a CVC por “falta de comprometimento”, já que eles deveriam reembolsar o cliente. (Veja o vídeo acima).
Morador de Itanhaém, SP, aguarda reembolso de viagem cancelada que seria feita com ex-namorada há mais de um ano — Foto: Arquivo Pessoal
João contou que gostaria de conhecer uma cidade diferente. Então, segundo a Izar Turismo, o cliente fechou uma viagem, em 2020, para Fortaleza, porém, devido a pandemia, foi cancelada e transformada em crédito. Em outubro de 2021, ele utilizou o valor para um novo passeio, desta vez, para João Pessoa com a ex-namorada.
De acordo com João e a Izar Turismo, o pedido de cancelamento aconteceu em dezembro de 2021, momento em que a CVC prometeu devolver 70% do valor, um total de R$ 1.523,508, em até 45 dias.
“Eu não sei nem o que eu vou fazer [quando pegar o dinheiro]. Dá vontade de pegar e rasgar porque é um dinheiro amaldiçoado. Eu não quero esmola, eu quero o que é meu. Não acho justo ficar um ano e meio brigando e nada”, afirmou João.
Desde então, a CVC dizia que a transferência já tinha sido feito, porém, continuavam estipulando novos prazos para o pagamento. João processou a empresa e fez uma reclamação na Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon). Já a Izar Turismo acabou com a parceria.
“Como nós somos intermediários, o que podemos fazer é ficar em cima e cobrar que esse reembolso seja feito o quanto antes, o que não aconteceu. Pelo descaso que eles tiveram com o nosso cliente nós finalizamos definitivamente a parceria com a CVC”, esclareceu a vendedora da Izar Turismo, Joice Silva.
Após o pedido de esclarecimento do g1 para a CVC, a empresa entrou em contato com a Izar Turismo e com o João e prometeu pagar R$ 2.895,48, valor R$ 1.371,972 a mais do que deviam, até sexta-feira (2).
João afirmou que o valor é insignificante. Para ele, o importante é a honestidade da empresa e resolver o problema que tem o deixado nervoso e impaciente.
“Mês passado eu estive em São Paulo, dá vontade de chegar lá [na sede da CVC] e reclamar. Se não depositassem na minha conta, pensei em tirar a roupa e ficar pelado, quem sabe aí eles iam ter compaixão com um louco. Será que o valor para eles é tanto assim?”, finalizou.
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Por: G1
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