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Irã ataca Israel: veja repercussão entre nações e entidades internacionais

today14 de abril de 2024 9

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Entre as manifestações estão dos Estados Unidos, do Reino Unido e da missão iraniana na Organização das Nações Unidas (ONU).

Para minimizar os estragos, os israelenses contaram com um escudo, conhecido como “Domo de Ferro”. Na prática, mísseis interceptadores se chocam no ar com a ameaça inimiga, impedindo que o ataque aconteça.



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Segundo a Casa Branca, o Estados Unidos apoiam de forma irrestrita Israel e o povo de Israel, bem como a sua defesa contra ameaças do Irã.

O comunicado também informa sobre a reunião do presidente americano Joe Biden com dirigentes do Conselho de Segurança Nacional para discutir os acontecimentos no Oriente Médio. E menciona ainda que os EUA estão em contato com autoridades israelenses.

Já o primeiro ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, condenou o ataque e o classificou como “imprudente”.

“O Irã demonstrou mais uma vez que pretende semear o caos em seu próprio quintal. O Reino Unido continuará a defender a segurança de Israel e de todos os nossos parceiros regionais, incluindo a Jordânia e o Iraque. Juntamente com os nossos aliados, estamos trabalhando urgentemente para estabilizar a situação e evitar uma nova escalada. Ninguém quer ver mais derramamento de sangue”, escreveu na rede social X, antigo Twitter.

Para a missão, os Estados Unidos deve permanecer distantes do conflito, pois se trata de um conflito entre Irã e Israel. “O assunto pode ser concluído. Contudo, se o regime israelense comete outro erro, a resposta iraniana será consideravelmente mais severa”, afirmou.

Diferentemente, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, condenou o ataque do Irã a Israel e fez um apelo à contenção e fim imediato das hostilidades entre os dois países.

“Estou profundamente assustado com o perigo muito real de uma escalada devastadora em toda a região. Peço a todas as partes que exerçam a máxima contenção para evitar qualquer ação que possa levar a grandes confrontos militares em múltiplas frentes no Oriente Médio”, afirmou ele em comunicado.

O presidente da Argentina, Javier Milei, também usou as redes sociais para expressar solidariedade e “compromisso irrestrito” com Israel. Em comunicado, Milei disse que a Argentina reconhece o direito de Israel se defender.

“[A Argentina] apoia enfaticamente o Estado de Israel na defesa da sua soberania, especialmente contra regimes que promovem o terror e procuram a destruição da civilização ocidental”, mencionou.

No mesmo texto, Milei citou que a Justiça argentina atribuiu ao Irã a responsabilidade por atentados no país em 1994. E também que a Argentina adotou uma política que se baseia em valores ocidentais.

“O Estado de Israel é um bastião dos valores ocidentais no Médio Oriente e a República Argentina estará sempre ao seu lado contra aqueles que pretendem seu extermínio”, cita a publicação.

Já o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, condenou os ataques do Irã e disse que o país está ao lado de Israel. Afirmou também que está em contato com aliados e continuará monitorando a situação de perto.

“Depois de apoiar o ataque brutal do Hamas em 7 de outubro, as últimas ações do regime iraniano desestabilizarão ainda mais a região e tornarão mais difícil uma paz duradoura. Esses ataques demonstram mais uma vez o desrespeito do regime iraniano pela paz e estabilidade na região. Apoiamos o direito de Israel de se defender e ao seu povo destes ataques”, diz publicação veiculada na página do governo.

O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, também escreveu no X. “O governo português condena veementemente o ataque do Irão a Israel. Apela à contenção, em ordem a evitar uma escalada da violência”, diz o texto publicado em sua conta pessoal.

Segundo o Canal 12, de Israel, o Irã lançou dezenas de drones e mísseis, num total de cerca de cem artefatos.

Alguns teriam foram derrubados pelas forças israelenses quando sobrevoavam a Síria e a Jordânia — antes, portanto, de chegarem ao espaço aéreo do país.

Trata-se de uma retaliação depois de um bombardeio no dia 1º de abril contra o consulado iraniano em Damasco, na Síria, em que um comandante sênior das Guardas Revolucionárias do Irã foi morto.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amirabdollahian, disse que “os avisos necessários foram dados aos Estados Unidos” sobre o ataque de retaliação.

Três fontes da agência de notícias Reuters no Iraque afirmaram que viram mais de 20 drones voando na região de Sulaymaniya vindos da direção do Irã.

Segundo o Flightradar, um site que monitora a aviação, os espaços aéreos de Israel, Jordânia, Iraque e Líbano ficaram fechados após o ataque.

Israel já estava se preparando e “monitorando de perto um ataque planejado” do Irã ou um de seus grupos aliados há dias, disse o ministro da Defesa israelense Yoav Gallant.

Segundo autoridades israelenses, após o Irã prometer responder ao bombardeio israelense à embaixada iraniana na Síria, que matou comandantes da Guarda Revolucionária, um ataque era considerado iminente.

Gallant disse ainda que as tropas israelenses devem acatar quaisquer ordens que possam ser emitidas pelo Comando da Frente Interna militar, que mapeia mísseis recebidos e outras ameaças aéreas para que o público saiba se deve se abrigar.

O comando da Frente Interna das Forças de Defesa (IDF, em inglês) de Israel proibiu reuniões de mais de 1.000 pessoas em todo o país.




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Por: G1

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