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Israel confirma que recebeu lista de reféns que deverão ser libertados neste sábado pelo Hamas

today25 de novembro de 2023 9

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A trégua começou horas antes da libertação do primeiro grupo de reféns, composto por 13 pessoas: nove mulheres e quatro crianças.Em contrapartida, 39 palestinos, acusados por Israel de crimes, deixaram prisões no país. São 24 mulheres e 15 crianças e adolescentes.

Este, vamos lembrar, foi o primeiro de quatro ou cinco dias que serão necessários para dar conta do que foi acertado entre Israel e Hamas, 50 reféns em troca de 150 prisioneiros palestinos (saiba mais abaixo).

E em outro acordo, o governo da Tailândia conseguiu obter a libertação de dez reféns de nacionalidade tailandesa: 9 homens e uma mulher. Também o governo filipino teve sucesso na libertação de um refém, um homem que trabalhava como cuidador de idosos.



Israel confirma que recebeu lista de reféns que deverão ser libertados neste sábado pelo Hamas — Foto: Reprodução/TV Globo

Como foi o primeiro dia de liberação de reféns

Pouco depois de 11 da manhã pelo horário de Brasília, as 24 pessoas foram vistas num ônibus da Cruz Vermelha sendo levadas para uma primeira avaliação médica em seis hospitais de Israel – para depois encontrarem os parentes.

Entre os reféns libertados, 13 mulheres e crianças israelenses, como previsto pelo acordo, mas também dez cidadãos tailandeses e um filipino, que foram soltos depois de negociações paralelas com os governos desses países.

A Tailândia é o maior fornecedor estrangeiro de mão de obra para Israel. Segundo o governo tailandês, 40 trabalhadores rurais do país foram mortos no ataque do Hamas de sete de outubro – e 26 foram sequestrados.

Quase todos esses reféns estavam no mesmo kibutz quando foram levados pelos terroristas do Hamas. São nove mulheres entre 37 e 85 anos e quatro crianças entre 2 e 9 anos.As crianças foram libertadas junto com suas mães.

“Cada um dos reféns libertados significa um mundo inteiro. Israel está empenhado em recuperar todos eles. É um dos objetivos da guerra”, disse o primeiro-ministro israelense.

Segundo o porta-voz das Forças Armadas de Israel, todos os reféns libertados estavam em boas condições de saúde e foram prontamente liberados pelos médicos para voltarem para suas casas.

Em troca, Israel libertou 39 palestinos que estavam presos no país desde antes do início da guerra, no mês passado.

Veículos da Cruz Vermelha Internacional buscaram os palestinos na prisão de Ofer, na Cisjordânia ocupada.

Segundo uma comissão da Autoridade Palestina, que divulgou uma lista com os nomes dos prisioneiros, são 24 mulheres, incluindo algumas condenadas por tentativa de homicídio por ataques às forças israelenses, e 15 adolescentes do sexo masculino presos por crimes como atirar pedras. A maioria é das cidades de Nablus e Ramallah, na Cisjordânia, além de Jerusalém Oriental.Em Ramallah, houve festa na chegada do ônibus.

O acordo com Israel também prevê uma trégua de quatro dias nos ataques. Pela primeira vez, em sete semanas, não foram relatados bombardeios significativos em Gaza ou ataques com foguetes contra Israel. Mesmo durante a trégua, o exército de Israel orientou os palestinos a não retornarem ao norte de Gaza. Mas muitos tentaram, e soldados dispararam contra pessoas que faziam a viagem para o norte. Dois palestinos morreram e onze ficaram feridos.

Em Rafah, entraram os caminhões de ajuda, vindos do Egito. 130 mil litros de diesel e quatro caminhões de gás vão entrar diariamente em Gaza durante a trégua, além de 200 caminhões diários de ajuda humanitária durante o período de trégua.

“Há a expectativa de que nos próximos dias mais reféns sejam libertados. O acordo prevê que o Hamas solte mais de 50 reféns, em troca da trégua temporária nos ataques, que começou na madrugada desta sexta, e da soltura de prisioneiros palestinos que já estavam detidos antes de a guerra começar. A cada israelense livre do cativeiro em Gaza, três prisioneiros palestinos serão soltos, até o total de cinquenta israelenses e cento e cinquenta palestinos libertados.”




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

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