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Líder comunitária de aldeia conta que resgatou menina indígena após estupro e que criança passou por cirurgia no hospital

today21 de outubro de 2022 30

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Caso aconteceu na Aldeia de Paranapuã, em São Vicente, no litoral de São Paulo. Menina permanece internada no Hospital do Vicentino.

Indígena de cinco anos foi estuprada na aldeia de Paranapuã, em São Vicente — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Aldeia de Paranapuã



A líder comunitária da Aldeia de Paranapuã, Suelen de Oliveira, resgatou a menina indígena de cinco anos após ela ter sido estuprada em São Vicente, no litoral de São Paulo. Ela contou ao g1, nesta sexta-feira (21), que encontrou a criança com sangramento e ela reclamava de muita dor. Segundo a lider comunitária, a menina passou por uma cirurgia e permanece internada no Hospital do Vicentino.

Suelen de Oliveira, de 23 anos, disse ao g1 que, os vizinhos encontraram a criança no chão, na região da mata, e a chamaram. “Eu fui correndo ver o que tinha acontecido e quando olhei ela no chão, minha primeira atitude foi pegar ela no colo. Ela estava com muito sangue e disse que “sentia muita dor”.

A líder contou ainda que os moradores estavam em uma reunião quando o estupro aconteceu. “Eu fico responsável pela aldeia quando o cacique não está. E, na quarta-feira (19), nós estavámos fazendo uma reunião no núcleo 3, que fica mais para o fundo da aldeia”, contou ela.

Após socorrer a menina na aldeia, os moradores chamaram o Serviço Móvel de Urgência (SAMU), que levou a criança para a Maternidade Municipal de São Vicente. Na unidade, a criança passou pelo médico para os primeiros atendimentos.

A líder disse que a criança precisou ser transferida para o Hospital do Vicentino e segue internada. “Ele [médico] disse que ela [menina] iria precisar de uma cirurgia, por conta dos ferimentos. Eu fui com ela para a outra unidade e fiquei acompanhando até ela sair da operação”.

Suelen ficou com a menina na unidade de saúde até o meio da tarde desta quinta-feira (20). “Eu estava no hospital e cuidei dela até ontem. Agora, ela precisa ficar com a mãe e ter o acompanhamento de outros médicos. Ela está melhor e logo estará bem”, disse ela.

Hospital do Vicentino é inaugurado em São Vicente, SP — Foto: Prefeitura de São Vicente/Divulgação

A líder explicou que nenhum caso de abuso tinha acontecido antes na aldeia e que medidas serão adotadas. “Vamos fazer um trabalho de segurança aqui e orientar as mães que as crianças não podem ficar sem cuidado. Não queremos que isso volte a acontecer aqui”, disse ela.

Além das novas orientações aos pais, Suelem explicou que o Conselho Tutelar da cidade orientou a menina e a comunidade receba acompanhamento psicológico. “Será feito o que o Conselho nos falou. Vamos fazer tudo que for possível para que ela [menina] fique bem e cresça feliz”, finaliza a líder.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que o caso foi registrado como estupro de vulnerável na Delegacia de São Vicente. As diligências seguem em andamento para o desdobramento dos fatos. O caso será preservado devido à natureza da ocorrência e por envolver menor de idade.

Ao g1, Ronildo Amandios, de 39 anos, revelou que reunirá os homens do local para que façam um ‘teste’ a fim de descobrir se o criminoso é membro da comunidade.

Ronildo Amandios explicou também como será o desdobramento da situação caso um dos membros da comunidade seja apontado como o criminoso. “Valerão os aparatos da lei. Por mais que sejamos indígenas, não temos a ‘tutela’ antiga da Funai, quando respondíamos por nós mesmos. Podemos responder civilmente”. disse ele.

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Por: G1

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